quinta-feira, 16 de maio de 2013

Futebol amazonense! Um caríssimo filme da vida real!



Fico realmente espantado, atônito, embasbacado com a audácia do nosso cambaleante futebol. Primeiro ao trazer de fora, árbitros para jogos do nosso estadual. É a maior confissão e reconhecimento de nossa incapacidade. Significa que admitimos não termos árbitros sérios e comprometidos. Significa que todos os demais resultados da competição, quase sempre questionados em favor de um ou dois clubes, realmente são passíveis de suspeição e manipulação.

Em 2008, eu ainda no Jornal Acrítica, fiz uma grave e comprovada denúncia, que acarretou a aposentadoria do principal amazonense, na época, arbitro aspirante dos quadros da FIFA. Mas a aposentadoria foi decisão dele, porque as instituições responsáveis, CBF e FAF, nada fizeram. Se fizeram, fizeram pouco.

Esses e outros escabrosos casos permeiam o futebol do Amazonas. O tribunal de justiça desportiva da FAF, toma cada decisão que faz o nosso saudoso Limongi se revirar, onde quer que esteja. Absolutamente nunca desfaz o que comprovadamente é levado a julgamento. Os árbitros, são os mais imunes de todos. E o pior é que esse TJD funciona dentro da própria FAF. Como ser imparcial?

Outro dia o TJD tentou, a exemplo do Editor de Cabelos Indecisos e Caretas ao Falar, intimidar torcedores do São Raimundo por causa de um protesto feito com faixas. Dá até vontade de rir. E ai de quem ouse criticar a arbitragem ou quem escalou os árbitros. Pior para os que se arriscam a criticar publicamente o TJD. Nesse Brasil, do futebol, a liberdade de expressão é bem restrita.

E tudo vem a galope, como diz a juventude: “no vácuo”! No veículo de comunicação, quase dono da FAF e da Secretaria Municipal de Desporto, a sempre equivocada editoria esportiva, decidiu brigar por uma “capa” e conseguiu. Mas o vaidoso e impecável editor (aquele mesmo que costuma ofender as pessoas que ousam criticar seu cargo, competência e compromisso com o Amazonas), deixou passar o erro, grotesco para quem se julga impecável. Trocaram por Penarol de Itacoatiara, o nome de um dos finalistas: Princesa do Solimões, de Manacapuru. Como ambos começam com a letra “P”, Evo Morales não estava no dia? Mas tem culpa por não revisar! aceitou! E que sirva de lição pra ele que se acha perfeito!

A troca de Princesa por Penarol
E diferentemente do erro que escrachou o Flamengo há 30 dias, quando os torcedores se revoltaram e se manifestaram, dentre torcedores do Princesa do Solimões, como sempre, não vi nenhum indignado com tal erro. Nenhuma crítica, nenhum desabafo, nenhuma indignação, nada... Mais um indicativo de que vamos de mal a pior. O time finalista é desrespeitado pelo maior jornal do estado e nenhuma resposta é dada! E do lado do jornal, nenhuma retratação!

A última fiquei sabendo nesta terça-feira. O preço do ingresso para a final do Campeonato Amazonense de 2013 será de R$ 30,00 (trinta reais). Isso mesmo. O mesmo valor que eu, minha esposa e meus três filhos pagamos para entrar no cinema e assistir ao filme do Legião Urbana, um badalado filme, desde já, candidato ao Oscar de “efeitos saudosistas”.

Provavelmente todos que lerem este texto já curtiram a história do melhor grupo de rock de nossa história. Recomendo. Dependendo do dia, custa menos de cinco reais e com estacionamento seguro, poltronas confortáveis, banheiros limpos, com pias e vasos funcionando, água, sabonete e toalhas, pipoca, sorvete e a certeza de que no fim sairão satisfeitos. Mas está passando também HOMEM DE FERRO 3, onde o vilão perde para o herói. Tudo por menos de R$ 10,00.

E apesar do valor exacerbado do ingresso para a final, não vi nenhum torcedor do futebol amazonense indignado com tal exagero. Nenhuma crítica, nenhum desabafo, nenhuma indignação, nada... Mais um indicativo de que vamos de mal a pior. Os torcedores que ainda dão moral, são desrespeitados por esse ingresso com valor descabido e nada pode ser feito, porque a decisão não vai ser questionada.

Esse preço é um absurdo e mais um desrespeito com a população. E nesse caso, não adianta nenhuma manifestação dos torcedores contra o preço, pois para os dirigente do “nosso” futebol não importa a quantidade de público já que a verba está garantida pelo governo do estado, para este e para os próximos anos. Não. Esse dinheiro a fundo perdido jorrando no futebol profissional amazonense não é filme. Infelizmente, é vida real! Se fosse filme, aí sim, muitos pagariam satisfeitos com R$ 30,00, para ver o bem vencer o mal. E como bem escreveu Renato Russo: “Quem me dera ao menos uma vez, explicar o que ninguém consegue entender...(Nailson Castro/Jornalista)