quinta-feira, 18 de maio de 2017

Presa, irmã de Aécio é fichada no sistema prisional de MG.

Andrea Neves
Fotos da Secretaria de Administração Prisional de Minas Gerais no momento em que Andrea ingressou no presídio mostram a empresária sendo “fichada”, identificada sob o número 721032, e vestida com roupas na cor laranja, padrão do sistema prisional mineiro.
Presa preventivamente nesta quinta-feira por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF), a irmã do senador Aécio Neves (PSDB-MG), Andrea Neves, foi levada pela Polícia Federal ao Complexo Penitenciário Feminino Estevão Pinto, em Belo Horizonte (MG). A prisão dela foi feita no âmbito da Operação Patmos, desdobramento da Operação Lava Jato e da delação premiada da JBS.

As suspeitas são de que Andrea teria pedido dinheiro, em nome do irmão, para o empresário Joesley Batista, antes mesmo que o próprio senador o fizesse. Nesta quarta-feira, o jornal O Globo revelou que, em acordo de delação premiada, o empresário dono da JBS gravou o tucano pedindo 2 milhões de reais sob a justificativa de custear sua defesa na Operação Lava Jato.

Na gravação de Batista, Aécio teria sugerido que o dinheiro fosse entregue a um primo seu. De acordo com O Globo, o presidente do PSDB teria dito ao empresário que o valor custearia o trabalho do advogado Alberto Zacharias Toron. A conversa teria durado 30 minutos e foi gravada em um hotel em São Paulo.

O nome da operação que prendeu a irmã de Aécio Neves é uma referência à ilha grega onde o apóstolo João teria escrito o Livro do Apocalipse. 

STD divulga as gravações de Joesley Batista

O presidente Michel Temer, durante pronunciamento no Palácio do Planalto para dizer que não renuncia (Foto: Evaristo Sá/AFP)

Em um momento da conversa, Joesley Batista afirma que está "segurando" dois juízes responsáveis por um processo do qual é alvo. Logo depois, o empresário diz que recebia informações privilegiadas de um procurador que integrava a força tarefa do processo. Pelo áudio, não é possível precisar sobre qual procurador o empresário se refere.

Joesley é investigado na operação Greenfield, que apura irregularidades em quatro dos maiores fundos de pensão do país, todos ligados a estatais.

Nesta quinta, o procurador da República Ângelo Goulart Villela foi preso pela Polícia Federal por suposto envolvimento nos crimes investigados na Greenfield.

Transcrição

Joesley Batista: Queria primeiro dizer: estamos junto aí. O que o senhor precisar de mim, viu, me fala. Queria te ouvir um pouco, presidente. Como tá nessa situação toda, Eduardo, não sei o que, Lava Jato.

Michel Temer: O Eduardo resolveu me fustigar. Você viu que... Eu não tenho nada a ver com a defesa. O Moro indeferiu 21 perguntas dele que não tem nada a ver com a defesa dele. Era pra amedrontar. Eu não fiz nada [inaudível] no Supremo Tribunal Federal. [inaudível] Ele está aí, rapaz... É... [inaudível]

Joesley: Eu queria falar assim. Dentro do possível, eu fiz o máximo que deu ali, zerei tudo, o que tinha de alguma pendência daqui para ali, zerou tudo. E ele foi firme em cima e já estava lá, veio, cobrou, tal, tal, tal. Pronto. Acelerei o passo e tirei da fila. [Inaudível] O outro menino, companheiro dele que tá aqui, né? [Inaudível] O Geddel sempre estava... [barulho] O Geddel é que andava sempre ali, mas o Geddel também, com esse negócio, eu perdi o contato porque ele virou investigado, agora eu não posso, também...eu não posso encontrar ele.

Temer: É, cuidado, vai com cuidado. [inaudível] Não parecer obstrução da Justiça [inaudível].

Joseley: Agora... o negócio dos vazamentos. O telefone lá [inaudível] com o Geddel, volta e meia citava alguma coisa meio tangenciando a nós, e não sei o que. Eu estou lá me defendendo. Como é que eu... o que é que eu mais ou menos dei conta de fazer até agora. Eu tô de bem com o Eduardo, ok...

Temer: Tem que manter isso, viu... [Inaudível]

Joesley: Todo mês. Também. Eu estou segurando as pontas, estou indo. Esse processo, eu estou meio enrolado aqui no processo, assim [inaudível]...

Joesley: É investigado. Eu não tenho ainda denúncia. Então, aqui eu dei conta de um lado do juiz, então eu dei uma segurada, do outro lado do juiz substituto que é um cara que ficou...

Temer: Está segurando os dois...

Joesley: É, estou segurando os dois. Então eu consegui um procurador dentro da força tarefa que também está me dando informação. E lá que eu estou para dar conta de trocar o procurador que está atrás de mim. Se eu der conta tem o lado bom e o lado ruim. O lado bom é que dá uma esfriada até o outro chegar e tal, e o lado ruim é que se vem um cara com raiva, com não sei o quê.

Temer: [Inaudível].

Joesley: O que está me ajudando, tá bom, beleza. Agora, o principal... Tem o que está me investigando. Eu consegui colar um no grupo. Agora eu tô tentando trocar...

Fonte: http://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/stf-envia-gravacoes-a-presidencia-e-divulga-conteudo-a-imprensa.ghtml

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Em Congresso Estadual, PT lança José Ricardo candidato a governador do Amazonas na eleição deste ano e elege nova direção


O Partido dos Trabalhadores (PT) encerrou ontem (7) seu Congresso Estadual, onde participaram durante dois dias 293 dos 300 delegados e delegadas escolhidos durante o Processo de Eleição Direta (PED), no mês de abril. Como resultado da convenção, que aconteceu no auditório da Assembleia Legislativa do Estado (Aleam), foram escolhidos 15 delegados e delegadas que participarão do Congresso Nacional do Partido, em junho, além de elegeram o deputado Sinésio Campos como presidente Estadual da sigla.

A novidade do encontro foi a escolha do nome do deputado José Ricardo Wendling como candidato a governador do Amazonas na eleição deste ano e o nome de Francisco Praciano, como candidato ao Senado nas eleições de 2018.

Também foi decidido o número de filiados e filiadas que fará parte da Direção Executiva Estadual do PT, de acordo com as chapas inscritas. Isso acontece porque a eleição é democrática, direta e cada chapa tem direito a um determinado percentual na direção do Partido, proporcional ao número de votos que teve no PED.

Segue a divisão do Direção Estadual por chapas: “Mensagem do Amazonas – Muda PT” (com o deputado José Ricardo e o ex-vereador Waldemir José) ficou com três membros da direção do Partido e mais a liderança do PT na Assembleia; “Muda Partido” (com o ex-deputado federal Praciano), com um membro; “Partido é para todos” (com o deputado Sinésio), cinco membros e mais o presidente estadual; “Compromisso com o povo – Avança CNB” (com Gilza Batista e ex-senador João Pedro), com dois membros; e “Avança Manaus” (com Valdemir Santana e a presidente eleita do PT Municipal, Odimar Guimarães), com três membros no Diretório Estadual.

Para o deputado José Ricardo, o Partido concluiu mais uma etapa do processo democrático para a escolha dos seus dirigentes e membros, onde todos os filiados e filiadas participam. “Um processo que não tem perdedores. Ganha a democracia e o Partido”, declarou.

Sobre a decisão do PT de escolher seu nome para a disputa ao Governo do Estado, o parlamentar enfatizou que sempre defendeu candidaturas próprias do Partido nas eleições do Amazonas e afirmou estar preparado para mais uma campanha majoritária. Ele destacou que irá defender eleições diretas no Amazonas, com a participação de toda a população, já que muitos deputados da Aleam estão prometendo lutar na Justiça por eleições indiretas, para que eles mesmos escolham o futuro governador do Estado.

“Iremos construir um plano de governo que possa ser debatido com as todas forças políticas do PT, juntamente com a sociedade, assim como fizemos nas últimas eleições municipais. Vemos um Estado abandonado, principalmente, nas áreas da educação, da saúde e da segurança. Por isso, temos que apresentar propostas para mudar esse lamentável quadro de exclusão social que vive tanto Manaus quanto os municípios do interior do Amazonas”, enfatizou José Ricardo.

Aprovado no Congresso

Também foi aprovado no Congresso Moção de Pesar pelo falecimento do médico, pesquisador e dirigente do PCdoB, Antônio Levino; além da Resolução indicando o nome de José Ricardo como candidato a governador.

O 6º Congresso

Nos dias 1º, 2 e 3 de junho, o Partido dos Trabalhadores vai realizar o 6º Congresso Nacional do PT, que levará o nome de Marisa Letícia Lula da Silva, em homenagem a ex-primeira-dama. Esse vai se somar aos outros que foram decisivos para apontar caminhos, propor políticas públicas e transformar o partido de esquerda mais importante da América Latina, além de eleger o presidente Nacional da silga.

No 6º Congresso Nacional participarão, sem direito a voto mas com direito a voz, membros do Diretório Nacional, deputados e deputadas federais, senadores e senadoras, governadores e 10% de representantes da sociedade civil e dos movimentos sociais convidados pela Comissão Executiva Nacional.

Além deles, participam delegados e delegadas, escolhidos por meio do Processo de Eleições Diretas, eleitos pelo voto direto dos filiados e filiadas. Este ano, serão 600 delegadas e delegados, observando a paridade de gênero e as cotas étnicos-raciais e de juventude.

Fonte: Assessoria de Comunicação.