quinta-feira, 24 de julho de 2014

Fazenda de tio de Aécio já foi flagrada com trabalho análogo à escravidão.

Tranquilo: Aécio, ontem (22), quando disse que construção do aeroporto foi legal e usou pareceres de ex-ministros do STF (Foto: OBritoNews)

Oitenta trabalhadores em destilaria da família Tolentino foram resgatados, em 2009, em área ao lado do aeroporto construído por Aécio.

Múcio Guimarães Tolentino, 88 anos, é tio-avô de Aécio Neves. Ex-prefeito da cidade de Cláudio, no interior de Minas Gerais, é dono da fazenda Santa Isabel, que o governo mineiro, em 2010 – então sob a gestão do sobrinho -, escolheu desapropriar uma parcela para construir um aeroporto a um custo de R$ 14 milhões.

O caso revelado até agora pela “Folha” já demonstra que Cláudio pode ser um grande problema para a campanha de Aécio Neves, mas a “ficha corrida” da fazenda Santa Isabel e as relações entre os Tolentino e o ex-governador do Estado trazem outros elementos, que rescendem a uma mistura entre o público e o privado e remontam a tristes lembranças da herança escravocrata que ajudou a consolidar relações de poder no estado mineiro.

Imagem de satélite mostra onde MP fez fiscalização de trabalho escravo (na seta) e o aeroporto construído com dinheiro público, em cinza (Reprodução/Google)
Apoio à família

Em 2005, a Destilaria Alpha, que tinha como representante legal Marcelo de Campos Tolentino, contou com apoio direto do governador para reativar sua atividade industrial de produção de álcool combustível. Consta do Diário Oficial do Estado de Minas, em 28 de setembro de 2005, protocolo de intenções entre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Minas Gerais e o Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais com assinatura do próprio governador Aécio Neves, que previa “viabilizar a reativação da Alpha, de sua unidade industrial localizada no município de Cláudio (MG), destinada à produção de álcool combustível hidratado”.

O documento previa a possibilidade de empréstimos à Destilaria Alpha. O representante legal da empresa foi Marcelo de Campos Tolentino, que embora com telefone e residência na capital Belo Horizonte, tem raízes na cidade de Cláudio. O empresário já contribuiu com campanha eleitoral de Aécio, tendo doado R$ 1 mil na sua primeira eleição para governador, em 2002. Já Marina Tolentino ocupou o cargo de diretora financeira na Alpha Destilaria.

(Reprodução/www.mingote.com.br)

Ministério flagra trabalho análogo à escravidão

Quatro anos depois, a mesma empresa que fora reativada com a ajuda do governador, foi flagrada com trabalhadores em situação análoga à escravidão. Fiscalização do MTE resgatou 80 deles nas fazendas Santa Isabel e Santo Antônio. A notícia, à época, não ganhou as manchetes dos jornais.

Em junho de 2013, a Alpha passou a figurar no cadastro de empregadores flagrados com mão de obra análoga à de escravo, a chamada “lista suja” do Ministério do Trabalho. Fazer parte dessa lista impede, por exemplo, que empresas contratem empréstimos junto a bancos públicos federais ou que possam fornecer produtos para mais de 400 empresas signatárias do Pacto Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo, com a Petrobras.
Aécio na fazenda da Mata (Foto: Reprodução/Instagram)

Cachaça envelhecida na fazenda da Mata, o “palácio de Versalhes” de Aécio

Nem só de álcool vive o emaranhado político-econômico dos Tolentino. Além de outras atividades que demonstram como Cláudio tem no clã uma de suas famílias mais poderosas (com ex-prefeitos, vereadores, deputados e até um governador no seu histórico de relações com o poder), os Tolentino produzem a cachaça Mingote, que tem como sócio Tancredo Tolentino, filho de Múcio.

Foi acusado de formação de quadrilha e corrupção ativa. Apesar de tal retrospecto – ou por conta disso, já que ocupando cargo público poderia ter mais facilidade de enfrentar ações judiciais – Kedo também já tentou ser candidato a prefeito da cidade, e teve seu registro impugnado.

Outro Tolentino que parece ligado ao negócio de álcool e cana-de-açúcar é Claudio Tolentino, vereador na cidade. Um telefone em nome da Destilaria Alpha remete a seu escritório.

A cachaça Mingote, cujo nome legal é “Tolentino & Tolentino LTDA.”, já assinou Termo de Ajustamento de Conduta com o Ministério Público do Trabalho por empregar menores de idade, em 2011.

Segundo divulgado em fóruns e sites do mercado de cachaça artesanal, a Mingote – ou apenas uma parte de sua produção – é envelhecida na fazenda da Mata, na qual Aécio passa finais de semana e onde mantém o cavalo Ofegante e um fusca azul 1964.

A história da produção em Cláudio começou, segundo os Tolentino informam no site da cachaça Mingote, com um engenho na própria fazenda da Mata, no século XIX quando os irmãos “Quinca Barão” (Joaquim da Silva Guimarães) e Domingos da Silva Guimarães, o “Mingote” deram início à ocupação e desenvolvimento de Cláudio.

A pinga da família de Aécio Neves é tradicional, e o senador, ao que tudo indica, um entusiasta. Ele é um garoto-propaganda da cachaça Mingote, produzida por Tancredo, Múcio e outros Tolentinos. No site da empresa, mostra-se o desvelo com a versão “Governador’, “cachaça não-comercializada, reserva pessoal, estocada em tonel de amendoim e registrada em homenagem ao ex-governador Aécio Neves”. Segundo informam os donos da cachaça Mingote, a versão Governador é usada para “presentear amigos e visitantes de outras regiões e do exterior”, sendo engarrafada “em louça de primeira qualidade”.

Aécio e "Kedo" Tolentino, filho de Múcio, dono da fazenda onde  foi construído aeroporto (Foto: Reprodução/www.mingote.com.br)

Múcio, o “Paca”, tem também a versão em sua homenagem, embora com menos refinamento. “Cachaça com dois anos de descanso em Jequitiba, suave com pouca coloração”, afirma a família Tolentino na descrição do produto.

Há também a versão do Cruzeiro, clube que tinha como presidente Zezé Perrella, aliado de Aécio Neves. Zezé é aquele cuja família teve um helicóptero apreendido com 400 quilos de cocaína em novembro do ano passado.

Fonte: http://www.entrefatos.com.br/2014/07/23/fazenda-de-tio-de-aecio-ja-foi-flagrada-com-trabalho-analogo-a-escravidao/

quarta-feira, 23 de julho de 2014

Dois anos após demissão, Flamengo confirma retorno de Luxemburgo.


O Flamengo oficializou na tarde desta quarta-feira a contratação de Vanderlei Luxemburgo como novo técnico da equipe para a próxima temporada, pouco tempo após o anúncio da demissão de Ney Franco. O contrato do comandante é válido até dezembro de 2015.

A comissão técnica será formada pelo auxiliar Deivid, ex-jogador do Flamengo, aposentado desde o início do ano, e pelo preparador físico Antônio Mello.

O ex-atacante volta à Gávea após dois anos. Em sua passagem pelo rubro-negro, entre 2010 e 2012, Deivid disputou 99 jogos e marcou 33 gols, participando da conquista invícta do Carioca 2011. Desde que encerrou a carreira, dedicou-se a aprimorar os conhecimentos futebolísticos realizando estágios no Vitória, Internacional, e mais recentemente no Avaí.

O primeiro treino de Luxa em seu retorno ao Flamengo acontece nesta quinta-feira, e o novotreinador irá liderar a equipe já no domingo, no clássico contra o Botafogo, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.

“A história do Vanderlei fala por si só. Na última vez em que esteve aqui, conduziu o clube à conquista do carioca invicto e a uma vaga na Libertadores. Conversamos e acreditamos que é a pessoa certa para o cargo”, comentou o gerente de futebol Felipe Ximenes, em entrevista ao Sportv.

É a terceira passagem de Luxemburgo no comando do Flamengo, onde atuou em seus tempos de jogador, na década de 1970. O técnico esteve no clube em 1991 e em 2010, quando saiu de maneira conturbada após dois anos. Sem apoio e se envolvendo em polêmicas com o astro Ronaldinho Gaúcho, o técnico acabou sendo demitido em fevereiro de 2012, ainda na gestão de Patrícia Amorim.

Fonte: http://www.gazetaesportiva.net/noticia/2014/07/flamengo/dois-anos-apos-demissao-flamengo-confirma-retorno-de-luxemburgo.html

Petistas querem acessibilidade dos deficientes ao transporte público.


Com o objetivo de promover o cumprimento das Leis Federais 10.048 e 10.098, que tratam da acessibilidade aos portadores de deficiência física nos transportes público da cidade, o vereador Waldemir José e o deputado estadual José Ricardo, ambos do Partido dos Trabalhadores (PT), ingressaram, na tarde de ontem, com representação junto Ministério Público Federal (MPF/AM) para que seja realizado um Termo de Ajuste de Conduta (TAC) que obrigue as empresas a cumprirem a Lei de acessibilidade aos deficientes físicos no transporte público.

De acordo com o artigo 1o da Lei Federal N. 10.098 e o artigo 3o da Lei Federal N.10.048, ficam estabelecidas as normas gerais e critérios básicos para a promoção da acessibilidade das pessoas portadoras de deficiência ou com mobilidade reduzida aos espaços públicos, incluindo o transporte público coletivo e, também, as empresas deverão reservar assentos, devidamente identificados, às pessoas portadoras de deficiência.

Durante as fiscalizações realizadas por Waldemir José e sua equipe nas estações de ônibus dos bairros Japiim, Mauazinho, Jorge Teixeira, Mutirão, Novo Aleixo e Petrópolis durante os meses de fevereiro, março e junho deste ano, além dos inúmeros problemas no sistema de transporte, o parlamentar detectou que essas leis não estão sendo cumpridas. Os elevadores que deveriam dar acesso às pessoas portadoras de necessidades especiais aos coletivos não estão funcionando e, em muitos, não há e os assentos, que deveriam ser reservados aos portadores de necessidades especiais, estão sem condições de uso. 

Diante desses fatos, os parlamentares petistas e representantes da Adefa (Associação Deficientes do Amazonas) protocolaram, nesta segunda-feira (22), uma representação junto ao MPF para que a Prefeitura e as concessionárias de transporte público cumpram as Leis Federais, proporcionando acessibilidade dos portadores de necessidades especiais ao transporte coletivo. 

Fonte: Assessoria de Comunicação

CRIME DE GUERRA: Palestinos pedem socorro! - Por Eduardo Galeano.


Pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está apagando-a do mapa. Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria e as suas terras. 

Para justificar-se, o terrorismo de Estado fabrica terroristas: semeia ódio e colhe álibis. Tudo indica que esta carnificina de Gaza, que segundo os seus autores quer acabar com os terroristas, conseguirá multiplicá-los.

Desde 1948, os palestinos vivem condenados à humilhação perpétua. Não podem nem sequer respirar sem autorização. Têm perdido a sua pátria, as suas terras, a sua água, a sua liberdade, tudo. Nem sequer têm direito a eleger os seus governantes. Quando votam em quem não devem votar, são castigados. Gaza está sendo castigada. Converteu-se numa ratoeira sem saída, desde que o Hamas ganhou legitimamente as eleições em 2006. Algo parecido tinha ocorrido em 1932, quando o Partido Comunista triunfou nas eleições de El Salvador.

Banhados em sangue, os habitantes de El Salvador expiaram a sua má conduta e desde então viveram submetidos a ditaduras militares. A democracia é um luxo que nem todos merecem. São filhos da impotência os rockets caseiros que os militantes do Hamas, encurralados em Gaza, disparam com desleixada pontaria sobre as terras que tinham sido palestinas e que a ocupação israelense usurpou. E o desespero, à orla da loucura suicida, é a mãe das ameaças que negam o direito à existência de Israel, gritos sem nenhuma eficácia, enquanto a muito eficaz guerra de extermínio está a negar, desde há muitos anos, o direito à existência da Palestina. Já pouca Palestina resta. Pouco a pouco, Israel está a apagá-la do mapa.

Os colonos invadem, e, depois deles, os soldados vão corrigindo a fronteira. As balas sacralizam o despojo, em legítima defesa. Não há guerra agressiva que não diga ser guerra defensiva. Hitler invadiu a Polônia para evitar que a Polônia invadisse a Alemanha. Bush invadiu o Iraque para evitar que o Iraque invadisse o mundo. Em cada uma das suas guerras defensivas, Israel engoliu outro pedaço da Palestina, e os almoços continuam. O repasto justifica-se pelos títulos de propriedade que a Bíblia outorgou, pelos dois mil anos de perseguição que o povo judeu sofreu, e pelo pânico que geram os palestinos à espreita. Israel é o país que jamais cumpre as recomendações nem as resoluções das Nações Unidas, o que nunca acata as sentenças dos tribunais internacionais, o que escarnece das leis internacionais, e é também o único país que tem legalizado a tortura de prisioneiros.

Quem lhe presenteou o direito de negar todos os direitos? De onde vem a impunidade com que Israel está a executar a matança em Gaza? O governo espanhol não pôde bombardear impunemente o País Basco para acabar com a ETA, nem o governo britânico pôde arrasar Irlanda para liquidar a IRA. Talvez a tragédia do Holocausto implique uma apólice de eterna impunidade? Ou essa luz verde vem da potência 'manda chuva' que tem em Israel o mais incondicional dos seus vassalos? O exército israelense, o mais moderno e sofisticado do mundo, sabe quem mata. Não mata por erro. Mata por horror. As vítimas civis chamam-se danos colaterais, segundo o dicionário de outras guerras imperiais.

Em Gaza, de cada dez danos colaterais, três são meninos. E somam milhares os mutilados, vítimas da tecnologia do esquartejamento humano, que a indústria militar está a ensaiar com êxito nesta operação de limpeza étnica. E como sempre, sempre o mesmo: em Gaza, cem a um. Por cada cem palestinos mortos, um israelita. Gente perigosa, adverte o outro bombardeamento, a cargo dos meios massivos de manipulação, que nos convidam a achar que uma vida israelense vale tanto como cem vidas palestinianas. E esses meios também nos convidam a achar que são humanitárias as duzentas bombas atômicas de Israel, e que uma potência nuclear chamada Irã foi a que aniquilou Hiroshima e Nagasaki.

A chamada comunidade internacional, existe? É algo mais que um clube de mercadores, banqueiros e guerreiros? É algo mais que o nome artístico que os Estados Unidos assumem quando fazem teatro? Ante a tragédia de Gaza, a hipocrisia mundial destaca-se uma vez mais. Como sempre, a indiferença, os discursos vazios, as declarações ocas, as declamações altissonantes, as posturas ambíguas, rendem tributo à sagrada impunidade. Ante a tragédia de Gaza, os países árabes lavam as mãos. Como sempre. E como sempre, os países europeus esfregam as mãos.

A velha Europa, tão capaz de beleza e de perversidade, derrama uma ou outra lágrima enquanto secretamente celebra esta jogada de mestre. Porque a caça aos judeus foi sempre um costume europeu, mas desde há meio século essa dívida histórica está a ser cobrada dos palestinos, que também são semitas e que nunca foram, nem são, antissemitas. Eles estão a pagar, em sangue, na pele, uma conta alheia.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Câmara quer saber se há sistema de proteção nas estruturas de captação de água.


O requerimento que solicita da Agência Reguladora dos Serviços Público do Amazonas (Arsam) a documentação comprobatória da existência de um sistema de proteção das estruturas de captação de água da Ponta do Ismael, de autoria do vereador Waldemir José (PT), foi aprovado pela Câmara Municipal de Manaus (CMM) na manhã desta terça-feira (21). 

A iniciativa do parlamentar tem por objetivo esclarecer a população acerca da segurança do sistema de abastecimento da Ponta do Ismael, sem oferecer grandes riscos da população de ficar sem água em casos de acidentes, como o que ocorreu com a estrutura do Programa Águas Para Manaus (Proama). 

“Penso que o sistema de abastecimento da cidade é vulnerável e o sistema de captação não possui nenhuma proteção. A cidade necessita urgente de um segundo plano de abastecimento em caso de interrupções repentinas. Não é correto que milhares de pessoas fiquem sem água por muito tempo. Não é justo com a população”, disse Waldemir José. 

Ele defende que essa medida é importante para cidade, uma vez que pode contribuir para precaução e prevenção contra o desabastecimento de água em casos de acidentes.

Fonte: Assessoria de Comunicação

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Aeroporto na fazenda da família complica campanha do candidato Aécio.


No fim de semana (domingo), a denúncia da Folha de S.Paulo – exposta hoje por todos os demais jornalões – de que o candidato tucano ao Planalto, senador Aécio Neves (PSDB-MG) construiu quando governador de Minas, com R$ 14 milhões de dinheiro público, um aeroporto em Cláudio (MG), na fazenda de um tio-avô para uso particular de sua família, expõe bem o que é a falácia de seu governo no Estado (2003-2010).

Demonstra muito bem o que é o seu tão famoso choque de gestão que ele tanto explora na campanha como se fosse a 7ª maravilha do mundo quando, na verdade, o choque de gestão só esconde sua política neoliberal. Tão neoliberal que o senador-candidato não conseguiu até hoje – pelo contrário, foge do assunto – explicar as medidas impopulares que prometeu, em almoços e jantares reservados com empresários, implantar no país, caso se elegesse.

O aeroporto na fazenda da família do candidato é um escândalo, caso para a adoção de medidas legais e judiciais (como estuda adotar o comitê da presidenta Dilma Rousseff), quem sabe até de CPI na Assembleia Legislativa de Minas. Termina sendo marca maior dos dois governos de Aécio em Minas, do seu jeito de governar, do que o tal choque de gestão.

Pedro Dallari: Forças Armadas “negam uma história óbvia”.


“O fato que as Forças Armadas alegam, que não houve desvio de finalidade em centros que comprovadamente foram usados como centros de tortura, é decepcionante. É negar uma história óbvia”. A declaração – da qual estamos completamente de acordo – é de Pedro Dallari, coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV).

Nos próximos 15 dias, a CNV intensifica seus trabalhos: vai ouvir 40 agentes da tortura durante a ditadura militar, iniciar os trabalhos de sistematização das informações obtidas até agora e, de quebra, encaminhar um questionário suplementar aos militares brasileiros. Como vocês sabem, a CNV encaminhou em fevereiro deste ano, um pedido ao Ministério da Defesa solicitando uma sindicância a ser realizada pelas próprias Forças Armadas (FFAAs) com a finalidade de apurar os desvios cometidos durante a ditadura em sete instalações militares.

A resposta, como se vê pela declaração do coordenador da CNV, feriu o bom senso: os três ramos das FFAAs garantiram que não havia ocorrido qualquer anormalidade nos locais identificados pela CNV – e, sobretudo, por muitas das vítimas sobreviventes da ditadura – como centros de tortura no período.

FFAAs desmentiram o que documentos americanos provam

“Por coincidência, no mesmo período em que as Forças Armadas divulgaram os relatórios, houve a divulgação de documentos do governo norte-americano, da embaixada norte-americana, que descrevem com minúcias os procedimentos de tortura que ocorriam. Documentos dos anos 1970. Então, a negativa das Forças Armadas é completamente desprovida de credibilidade, briga com a história comprovada”, aponta Dallari.

Segundo ele, “não tem sentido que os jovens oficiais, que não têm nenhuma relação com o que houve no passado, fiquem carregando esse peso, esse ônus, de sustentar uma história insustentável.”

Entre os 40 agentes convocados a depor pela CNV, está o general reformado José Antônio Nogueira Belham. Ele comandava o Destacamento de Operações e Informações (DOI) do I Exército, no Rio, quando do desaparecimento do ex-deputado federal Rubens Paiva, entre 20 e 22 de janeiro de 1971. O caso, rememora Dallari, é um dos avanços obtidos pela CNV e pela Comissão Estadual da Verdade do Rio. “A única informação que falta é o destino dado ao corpo. O caso Rubens Paiva foi desvendado”.

Agentes convocados

Segundo o coordenador da CNV, “as investigações sobre as graves violações aos direitos humanos não começaram e não vão acabar com a Comissão Nacional da Verdade.” Ele também pondera, sobre a punição aos agentes da tortura de Estado – a tortura durante a ditadura tornou-se uma política de Estado: “Temos tido essa preocupação de fazer com que essa hipótese da responsabilização não seja um fator de dificuldade para os trabalhos da comissão. Queremos que os depoimentos ocorram, que as pessoas falem. Portanto, não tratamos desse assunto no âmbito da comissão”.

E complementa: “É inevitável que o relatório e as atividades da comissão acabem tendo um impacto a favor da tese de uma responsabilização. Não porque a gente queira, mas por decorrência natural do trabalho da comissão.” Ainda sobre o relatório, Dallari lembra que ele “vai consolidar o que já se sabia e agregar informações”. A CNV pretende entregá-lo em 10 de dezembro deste ano, Dia Internacional dos Direitos Humanos – e pode até antecipá-lo para outubro próximo.

A responsabilização, processo judicial ou imputação de culpa aos assassinos, torturadores e autores de outros crimes que agiram em nome do Estado durante a ditadura militar na repressão e nos centros de tortura tem sido impossível no Brasil – os processos nem chegam a ser instaurados – por causa da Lei da Anistia recíproca que o país não revogou 35 anos depois dela ser baixada pelo último general-ditador, João Baptista de Oliveira Figueiredo.

PT divulga nota de repúdio às prisões de ativistas no Rio.


Em repúdio à manutenção em prisões, dos ativistas que fizeram protestos ao final da Copa do Mundo no Rio de Janeiro, o PT divulgou uma nota oficial onde aponta que o ato configura “uma grave violação dos direitos e das liberdades democráticas”. O partido rechaça a criminalização da manifestação popular e democrática.

Confiram abaixo a íntegra:

“Nota sobre as prisões de ativistas no Rio de Janeiro

A prisão de ativistas no Rio de Janeiro, com o suposto propósito de impedir a participação em protestos de rua no último final de semana, é uma grave violação de direitos e das liberdades democráticas. Os direitos de reunião e livre manifestação são conquistas legítimas do povo brasileiro e não vamos transigir em sua defesa.

O PT repudia a criminalização das manifestações e defende a ampliação dos espaços de diálogo e participação popular na relação do Estado com os movimentos sociais.

A violência de Estado e a intimidação de manifestantes devem ser repelidas por todos os que defendemos a democracia e a liberdade de manifestação, motivo pelo qual também reivindicamos a liberdade dos ativistas que ainda se encontram presos.

Rui Falcão, presidente do Partido dos Trabalhadores

Waldemir propõe criação de um “Plano B” para o abastecimento de água da cidade.


Com objetivo de evitar maiores danos à população, como os que ocorreram após o acidente que abalou a estrutura do Programa Águas Para Manaus (Proama), resultando na suspensão do abastecimento para cidade, o vereador Waldemir José (PT) apresentou na manhã desta segunda-feira (21), durante a Plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM), algumas propostas para que em situações emergenciais, como essa, a cidade tenha um segundo plano. 

Nas propostas apresentadas consta a realização de Audiência Pública para debater as causas do acidente; a solicitação ao Proama cópia do relatório pericial do acidente realizado pelo engenheiro Claúdio Toshio Watanabe; requerimento a Agencia Reguladora dos Serviços Público do Amazonas (Arsam) da documentação do sistema de proteção das estruturas de captação de água e cópia do plano emergencial. Além, disso o parlamentar cobrou a tramitação do requerimento de sua autoria que solicita da Defesa Civil cópia do plano. 

De acordo com Waldemir José, o sistema de abastecimento da cidade é vulnerável, uma vez que esse tipo de captação não possui nenhuma proteção e, principalmente, alternativa em situação de interrupções abruptas, portanto existe a necessidade de um segundo plano de abastecimento. “Precisamos aprender com esse acidente. Temos que ter um ‘plano B’ para evitar que a cidade fique sem abastecimento por muito tempo. Deixar que 500 mil pessoas sem água por um mês, num período calor com estamos enfrentando, é desumano”, disse o parlamentar. 

Apesar da Concessionaria de abastecimento de água da cidade está enviando carros-pipas para os locais atingidos pelo acidente, Waldemir afirma que não é suficiente para suprir às necessidades das famílias e defendeu que suas propostas podem contribuir para evitar maiores prejuízos para cidade em casos de situações emergenciais. Ele espera que Câmara aprove o mais breve possível suas solicitações. 

Fonte: Assessoria de Comunicação

Quadrilha do Detran-AM lucrava até R$ 1 mil por dia, conheça os nomes dos envolvidos.


Na manhã desta segunda-feira (21), uma operação do Grupo Fera prendeu 13 pessoas, sendo 12 apenas no Centro de Treinamento do Departamento Estadual de Trânsito (Detran-AM), localizado na Zona Norte de Manaus.

A operação veio na esteira de quatro meses de investigação, que buscava desmantelar um esquema de corrupção que permitia que candidatos inaptos a obter a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) obtivessem o documento. Dos 15 mandados de prisão temporários exarados pela Justiça, apenas 13 foram cumpridos. 

Prisões temporárias vêm na esteira de quatro meses de investigação

Os presos até o momento são:
  1. Ana Célia dos Santos, examinadora;
  2. Armando Lima do Canto, examinador;
  3. Calhieri Neto, examinador;
  4. Carlos Rodrigues de Andrade, servidor do Detran;
  5. Cristiano Barroso Albuquerque, instrutor;
  6. Francisco Vieira, instrutor;
  7. Guilherme Hugo Neto, examinador;
  8. Jair de Matos Sampaio, examinador;
  9. Juarez de Esteves Silvestre, examinador;
  10. Marcos Aurélio Paulo dos Santos, instrutor;
  11. Margareth de Souza, examinadora;
  12. Patrício de Medeiros Pereira, ex-estagiário e;
  13. Soliane Cardoso de Carvalho, examinadora.
Os exames que seriam realizados pela parte da tarde desta segunda-feira serão realizados normalmente e que os marcados para a manhã mas não realizados por conta da operação serão remarcados para datas até sábado (26).