segunda-feira, 20 de outubro de 2014

APOIO DE BANDIDO: Governador decide demitir subsecretário de Justiça.


O governador José Melo (PROS) assinou hoje pela manhã a exoneração do subsecretário adjunto de Justiça e Direitos Humanos, Major da Polícia Militar, Caliomar Barros Brandão. A informação foi confirmada no início da manhã de hoje pelo chefe da Casa Civil, Raul Zaidan, que informou que a exoneração deve ser publicada ainda hoje no Diário Oficial do Estado.

Segundo ele, a decisão foi tomada pelo governador diante da polêmica da denúnciadivulgada ontem pelo site da revista Veja, que publicou áudio de uma conversa entre o traficante José Roberto da Compensa e o subsecretário. "Diante do caso, o governador se antecipou e falou com o subsecretário adjunto, que prontamente acatou a decisão", disse.

Durante seu programa eleitoral de hoje, José Melo apresentou uma entrevista com o major, que afirmou que o áudio divulgado pela revista foi editado para gerar uma falsa compreensão. Ele afirmou que foi ao presídio para conversar com os detentos para conter uma possível rebelião no local, já que, segundo ele, havia o plano por parte de um grupo de presos de matar dez integrantes de uma facção criminosa.

No programa, a coligação afirmou ainda que irá pedir uma perícia nos áudios apresentados pela revista

Fonte: http://new.d24am.com/noticias/eleicoes-2014/governador-decide-demitir-subsecretario-justica/122369.

Pesquisa CNT/MDA aponta empate técnico entre Aécio e Dilma.

125ª Pesquisa CNT/MDA aponta empate técnico entre Aécio e Dilma

A 125ª Pesquisa CNT/MDA, realizada 18 e 19 de outubro de 2014 e divulgada pela Confederação Nacional do Transporte (CNT), mostra cenários para o 2º turno da eleição presidencial de 2014. A pesquisa foi registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob o número BR - 01139/2014. Foram entrevistadas 2.002 pessoas de 137 municípios de 25 Unidades da Federação.

2º TURNO - INTENÇÃO DE VOTO PARA PRESIDENTE (ESTIMULADA):
  • Dilma Rousseff (PT) – 45,5%
  • Aécio Neves (PSDB) – 44,5%
VOTOS VÁLIDOS (percentual calculado excluindo os percentuais de brancos, nulos e indecisos)
  • Dilma Rousseff (PT) – 50,5%
  • Aécio Neves (PSDB) – 49,5%
LIMITE DE VOTO

DILMA ROUSSEFF: é a única em que votaria (38,1%); é uma candidata em que poderia votar (19,3%); não votaria nela de jeito nenhum (40,7%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (0,2%).

AÉCIO NEVES: é o único em que votaria (34,4%); é um candidato em que poderia votar (21,4%); não votaria nele de jeito nenhum (41,0%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (1,1%).

GOVERNO DE MELO NEGOCIOU APOIO COM TRAFICANTES

: Manaus AM 13/08/2014 - Sessao Especial no Plenario Ruy Araujo na manha desta quarta-feira (13) para conceder a procuradora de justiça Jussara pordeus o titulo de Cidada Amazonense. Projeto de Lei proposto pelo deputado Francisco Souza (PSC),  com a presen

Em conversa gravada no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), o subsecretário de Justiça e Direitos Humanos do Amazonas, major Carliomar Barros Brandão negocia com um dos líderes da facção Família do Norte o apoio ao candidato à reeleição, o atual governador José Melo (PROS), no segundo turno das eleições.

Em conversa no Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), o subsecretário de Justiça e Direitos Humanos do Amazonas, major Carliomar Barros Brandão negociou com traficantes o apoio ao candidato à reeleição, o atual governador José Melo (PROS), no segundo turno das eleições.

O acordo aparece em uma gravação divulgada pela Veja. Nela, José Roberto Fernandes Barbosa, conhecido como Zé Roberto, um dos líderes da facção Família do Norte, diz que recomenda o voto em Melo para que ‘governo não mexa com o grupo’.

“Não, ele não vai, não. A mensagem que ele mandou para vocês, agradeceu o apoio e que ninguém vai mexer com vocês, não”, respondeu o subsecretario. 
Procurado pelo site da revista, o secretário de Justiça, coronel Louismar Bonates, disse ter sido comunicado do encontro após a reunião e que o “governo não negocia com bandido”.

Fonte: http://www.brasil247.com/pt/247/amazonas247/157546/Governo-de-Melo-negociou-apoio-com-traficantes.htm

sábado, 18 de outubro de 2014

Aécio nunca contou que irmã chefiava repasse de dinheiro para rádios da família.


Vamos, então, nós, esclarecer aos nossos leitores, o que faz Andrea Neves. Depois de ter sido vista como eminência parda e quem realmente mandava durante os 8 anos do governo do irmão (2003-2010), nas semanas recentes em que Aécio caiu nas pesquisas e ficou em 3º lugar perdendo para Marina Silva, Andrea Neves foi chamada às pressas para coordenar e tentar salvar a campanha presidencial do tucano. Deu certo, Aécio bateu Marina, voltou ao 2º lugar na disputa e classificou-se para o 2º turno para enfrentar a presidenta Dilma.

Andrea mandava no governo do irmão

Nos anos em que participou – ou comandou de fato? – do governo do irmão, Andrea dirigiu o Serviço Voluntário de Assistência Social de Minas Gerais (SERVAS), uma espécie de secretaria de Estado na estrutura do governo do Estado. O que pouca gente sabia é que durante os dois mandados do irmão como governador Andrea era responsável, também, pelo Grupo Técnico de Comunicação Social,órgão que coordena a distribuição de dinheiro das verbas de publicidade e propaganda do governo. Órgão, aliás, criado por Aécio.

O chamado Grupo Técnico de Comunicação Social tinha como atribuição “alocação de recursos financeiros aplicados neste segmento (comunicação e publicidade) na Administração Pública Direta e Indireta do Poder Executivo estadual. Inclusive quanto ao patrocínio de eventos e ações culturais e esportivas”. Criou e colocou a irmã na administração…Assim, além de comandar o voluntariado no Estado, Andrea, soube-se depois, era responsável pela alocação de recursos de propaganda do governo do irmão.

A história fica ainda pior

Uma coisa que o candidato demotucano evita a qualquer custo falar é quanto da verba de comunicação do Estado foi destinada para os veículos de comunicação de sua família. A família de Aécio (ele, Andrea e a mãe, Inês Maria Neves Farias) é proprietária de, pelo menos, quatro veículos: as rádios Arco íris, de Belo Horizonte e São João e Colonial, mais o jornal Gazeta de São João Del Rey, dessa cidade histórica de Minas.

O absurdo do órgão criado por decreto por Aécio era tamanho que Antônio Anastasia (PSDB), seu sucessor, mudou a autorização para o órgão de coordenar, articular, e acompanhar alocação de recursos. Mas um dado, pelo menos, a mídia já conseguiu descobrir: Aécio governador aumentou em 300% os gastos de seu governo com publicidade e propaganda. Eles saltaram de R$ 24 milhões para R$ 96 milhões.

Também não podemos esquecer nem deixar de se cobrar o fato de que Aécio não explicou, ainda, quem e onde trabalham seus outros parentes, mais de uma dezena que ele nomeou na máquina pública de Minas. O tucano não consegue esclarecer porque nomeou tios e primos para órgãos públicos de Minas Gerais.

13 RAZÕES PARA REELEGER DILMA - por Frei Betto*


1. Apesar das mazelas e contradições do PT e do atual governo, votarei em Dilma para que se aprimorem as políticas sociais que, nos últimos 12 anos, tiraram da miséria 36 milhões de brasileiros.

2. Votarei para que o Brasil prossiga independente e soberano, livre das ingerências do FMI e do Banco Mundial, distante dos ditames da União Europeia e crítico às ações imperialistas dos EUA.

3. Votarei pela integração latino-americana e caribenha; pelo solidário apoio aos governos de Cuba, Venezuela, Bolívia, Equador e Uruguai; pela autonomia da CELAC e do Mercosul.

4. Votarei pelo respeito ao direito constitucional de greves e manifestações públicas, sem criminalização dos movimentos sociais e de seus líderes.

5. Votarei pela Política Nacional de Participação Social; pela manutenção de cotas em universidades; pelo Enem, o Pronatec e o ProUni; e pelo aumento do percentual do PIB aplicado em educação.

6. Votarei a favor do Programa Mais Médicos que, graças à sua ação preventiva, fez decrescer a mortalidade infantil para 15,7 em cada 1.000 nascidos vivos.

7. Votarei pelo crédito facilitado e o reajuste anual do salário mínimo, de modo a ampliar o poder aquisitivo das famílias brasileiras, a ponto de viagens aéreas deixarem de ser um luxo das classes abastadas.

8. Votarei para que o trabalho escravo em fazendas do agronegócio seja severamente punido e tais propriedades confiscadas em prol da reforma agrária.

9. Votarei para que a Polícia Federal prossiga apartidária, efetuando prisões até mesmo de membros do governo, combatendo o narcotráfico, o contrabando e a atividade nefasta dos doleiros.

10. Votarei para que a inflação seja mantida sob controle e, no Brasil, o crescimento do IDH seja considerado mais importante que o do PIB. Se nosso PIB cresce pouco, nosso IDH é o segundo do mundo, atrás apenas dos EUA, se considerarmos o tamanho da população.

11. Votarei para que a nossa diplomacia permaneça independente, aliada às causas justas, sem tirar os sapatos nas alfândegas usamericanas e endossar o terrorismo bélico dos EUA, que dissemina lagrimas e sofrimentos em tantas regiões do planeta.

12. Votarei pela preservação do Marco Zero da internet, sem ingerência das gigantes de telecomunicações, interessadas em mercantilizar as redes sociais e manter controle sobre a comunicação digital.

13. Votarei, enfim, por um Brasil melhor, mesmo sabendo que o atual governo é contraditório e incapaz de promover reformas de estruturas e punir os responsáveis pelos crimes da ditadura militar. Porém, temo o retrocesso e, na atual conjuntura, não troco o conhecido pelo desconhecido.

* Frei Betto é escritor, autor de “O que a vida me ensinou” (Saraiva), entre outros livros.

Aécio cobrado, fica irritado, se faz de vítima e parte para agressões.


Como não tem como se defender nem desmentir as graves denúncias sobre sua vida política, sobre sua gestão como governador de Minas Gerais, e sobre seu partido e o governo Fernando Henrique Cardoso, o candidato da coligação PSDB-DEM ao Planalto, senador Aécio Neves, se faz de vítima e acusa quem o denuncia e aponta seus erros e fracassos, de mentir e de fazer campanha de baixo nível.

Acostumado a não ser questionado – pelo contrário… – e a ter sempre a mídia a seu favor, no caso da de Minas misturando censura e verbas publicitárias, o candidato Aécio não aceita críticas e denúncias. Quer esconder do povo seus podres e os de sua gestão como governador, além de seus votos como deputado. É o que tenta em sua campanha e em todos os debates em redes de TV, inclusive no de ontem.

O candidato passou a campanha do 1º turno inteira atacando a presidenta Dilma e seu governo. Agora, quando é atacado, parte para a agressão pessoal à presidenta. Basta ver sua reação, ontem, no debate promovido pelo SBT-UOL-Rádio Jovem Pan. Ou, ainda, exige que se discuta as propostas para o país. Exatamente o que fez e faz a presidenta em toda campanha do 1º e do 2º turno e que ele não fez, escondendo suas propostas da opinião pública.

Ibope, votos válidos: José Melo tem 53%, e Eduardo Braga, 47%, no Amazonas.


Levantamento com 1.512 pessoas foi realizado entre 13 a 16 de outubro.Margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (17) aponta os seguintes percentuais de votos válidos na corrida para o governo do Amazonas: José Melo (PROS) 53% e Eduardo Braga (PMDB) 47%.

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

É o primeiro levantamento divulgado pelo instituto no segundo turno da eleição para governador do Amazonas. Segundo o Ibope, os candidatos estão empatados tecnicamente dentro da margem de erro, de três pontos.

Votos totais

Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada são:

- José Melo (PROS) - 49%
- Eduardo Braga (PMDB) - 44%
- Branco/nulo: 3%
- Não sabe/não respondeu: 4%

O Ibope ouviu 1.512 eleitores de 13 a 16 de outubro. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Eleitoral Regional (TRE-AM) sob o protocolo AM-00062/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo BR-01109/2014.

Rejeição

O Ibope perguntou em qual candidato o eleitor não votaria de jeito nenhum. Veja os números:
  • Eduardo Braga 34%
  • José Melo - 28%
  • Poderia votar em ambos - 16%
  • Não sabe/não respondeu - 23%
Expectativa de vitória

O Ibope também perguntou aos entrevistados quem eles acham que será o próximo governador, independentemente da intenção de voto. Tanto o atual governador quanto o candidato do PMDB aparecem com o mesmo percentual de menções - 43% cada; 14% não sabem ou não responderam.

Destaque por segmentos

De acordo com o Ibope, "José Melo tem mais simpatizantes entre os eleitores do Amazonas que possuem ensino superior, segmento em que tem 56% das intenções de voto. Já Eduardo Braga tem melhor desempenho entre os menos escolarizados (aqueles que cursaram até a 4ª série do ensino fundamental), com 51% das menções".

Avaliação da atual administração

A administração de José Melo à frente do governo do Amazonas é considerada ótima/boa por 52% dos entrevistados, regular por 29% e como ruim/péssima por 12%. Já a forma como Melo vem administrando o Amazonas é aprovada por 61% e desaprovada por 28%.

1º turno

No primeiro turno, Eduardo Braga teve 43,16% dos votos válidos e José Melo, 43,04%.

Fonte: http://g1.globo.com/am/amazonas/eleicoes/2014/noticia/2014/10/ibope-votos-validos-jose-melo-tem-53-e-eduardo-braga-47-no-am.html

Ibope, votos válidos: Dilma tem 59%, e Aécio, 41%, no Amazonas.


Levantamento com 1.512 pessoas foi realizado entre 13 e 16 de outubro.Margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos.

Pesquisa Ibope divulgada nesta sexta-feira (17) aponta os seguintes percentuais de votos válidos na corrida presidencial apenas com eleitores do Amazonas: Dilma Rousseff (PT) tem 59% e Aécio Neves (PSDB) 41%.

Para calcular esses votos, são excluídos da amostra os votos brancos, os nulos e os eleitores que se declaram indecisos. O procedimento é o mesmo utilizado pela Justiça Eleitoral para divulgar o resultado oficial da eleição.

Votos totais

Se forem incluídos os votos brancos e nulos e dos eleitores que se declaram indecisos, os votos totais da pesquisa estimulada com eleitores do AM são:

Dilma - 55%
Aécio - 38%
Brancos e nulos - 3%
Não sabe ou não respondeu - 4%

O Ibope ouviu 1.512 eleitores de 13 e 16 de outubro.. A margem de erro é de três pontos percentuais, para mais ou para menos. O nível de confiança é de 95%, o que quer dizer que, se levarmos em conta a margem de erro de três pontos, a probabilidade de o resultado retratar a realidade é de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Eleitoral Regional (TRE) sob o protocolo AM-00062/2014 e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob protocolo BR-01109/2014.

Fonte: http://g1.globo.com/am/amazonas/eleicoes/2014/noticia/2014/10/ibope-votos-validos-dilma-tem-59-e-aecio-41-no-amazonas.html

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Votar em Dilma Roussef para continuar a invenção do novo Brasil - Por Leonardo Boff


Tempos atrás publiquei um artigo com o título “Contra as tramóias da direita: sustentar a Dilma Rousseff” Agora em tempos de campanha presidencial vejo como ele mantem ainda atualidade. Refaço o texto no contexto atual. É notório que a direita brasileira especialmente aquela articulação de forças elitistas que sempre ocuparam o poder de Estado e o trataram como propriedade privada (patrimonialismo), apoiadas pela midia privada e familiar, está se aproveitando da crise que é mundial e não apenas nacional (e temos a vantagem de manter um mínimo de crescimento e o emprego dos trabalhadores, coisa que não acontece nem na Europa enem nos USA) para fazer sangrar a Presidenta Dilma e desmoralizar o PT e assim criar uma atmosfera que lhes permite voltar ao lugar que por via democrática perderam.

Celso Furtado num livro pouco lido A construção interrompida (1993) escreveu com acerto:”O tempo histórico se acelera e a contagem desse tempo se faz contra nós. Trata-se de saber se temos um futuro como nação que conta na construção do devenir humano. Ou se prevalecerão as forças que se empenham em interromper o nosso processo histórico de formação de um Estado-nação” (Paz e Terra, Rio 1993, 35).

Aqui reside a verdadeira questão: queremos prolongar a dependência daquelas forças nacionais e mundiais que sempre nos mantiverem alinhados e sócios menores de seu projeto ou queremos completar a invenção do Brasil como nação soberana que tem muito que contribuir para atual crise ecológico-social do mundo.

Se por um lado não podemos nos privar de algumas críticas ao governo do PT, mas críticas construtivas, por outro, seria faltar à verdade se não reconhecêssemos os avanços significativos sob os governos do Partido dos Trabalhadores. A inclusão social realizada e as políticas sociais benéficas para aqueles milhões que sempre estiveram à margem, possuem uma magnitude histórica cujo significado ainda não acabamos de avaliar, especialmente se nos confrontarmos com as fases históricas anteriores, hegemonizadas pelas elites tradicionais que sempre detiveram o poder de Estado.

Surgiu um estranho ódio contra o PT em muitos âmbitos da sociedade: suspeito que esse ódio é porque as políticas públicas permitiram aos pobres usarem o avião e visitarem seus parentes no nordeste, que conseguiram comprar seu carrinho e entrar num shopping moderno. O lugar deles, dizem, não é no avião mas permanecer lá na periferia, pois esse é seu lugar. Mas eles foram integrados na sociedade e em seus benefícios.

Devemos aproveitrar as oportunidades que os países centrais em profunda crise nos propiciam: reafirmar nossa autonomia e garantindo nosso futuro autônomo mas relacionado com a totalidade do mundo ou desperdiçá-las e vivermos atrelados ao destino sempre decidido por eles que nos querem condenar a sermos apenas os fornecedores dos produtos in natura que lhes falta e assim voltam a nos recolonizar.

Não podemos aceitar esta estranha divisão internacional do trabalho. Temos que retomar o sonho de alguns de nossos melhores analistas do quilate de Darcy Ribeirp e de Celso Furtado entre outros que propuseram uma reinvenção ou refundacão do Brasil sobre bases nossas, gestadas pelo nosso ensaio civilizatório tão enaltecido mundialmente.

Este é o desafio lançado aos candidatos à mais alta instância de poder no país. Não vejo figura melhor para seguir nesta recontrução a partir de baixo, com uma democracia representativa e participativa, com os seus conselhos e movimentos populares opinando e ajudando a formular caminhos que nos levem para frente e para o alto do que a atual Presidenta Dilma.

A situação é urgente pois, como advertia, pesaroso, Celso Furtado: “tudo aponta para a inviabilização do país como projeto nacional” (op.cit. 35). Nós não queremos aceitar como fatal esta severa advertência. Não devemos reconhecer as derrotas sem antes dar as batalhas como nos ensinava Dom Quixote em sua gaia sabedoria.

Tempos atrás publiquei um artigo com o título “Contra as tramóias da direita: sustentar a Dilma Rousseff” Agora em tempos de campanha presidencial vejo como ele mantem ainda atualidade. Refaço o texto no contexto atual. É notório que a direita brasileira especialmente aquela articulação de forças elitistas que sempre ocuparam o poder de Estado e o trataram como propriedade privada (patrimonialismo), apoiadas pela midia privada e familiar, está se aproveitando da crise que é mundial e não apenas nacional (e temos a vantagem de manter um mínimo de crescimento e o emprego dos trabalhadores, coisa que não acontece nem na Europa enem nos USA) para fazer sangrar a Presidenta Dilma e desmoralizar o PT e assim criar uma atmosfera que lhes permite voltar ao lugar que por via democrática perderam.

Celso Furtado num livro pouco lido A construção interrompida (1993) escreveu com acerto:”O tempo histórico se acelera e a contagem desse tempo se faz contra nós. Trata-se de saber se temos um futuro como nação que conta na construção do devenir humano. Ou se prevalecerão as forças que se empenham em interromper o nosso processo histórico de formação de um Estado-nação” (Paz e Terra, Rio 1993, 35).

Aqui reside a verdadeira questão: queremos prolongar a dependência daquelas forças nacionais e mundiais que sempre nos mantiverem alinhados e sócios menores de seu projeto ou queremos completar a invenção do Brasil como nação soberana que tem muito que contribuir para atual crise ecológico-social do mundo.

Se por um lado não podemos nos privar de algumas críticas ao governo do PT, mas críticas construtivas, por outro, seria faltar à verdade se não reconhecêssemos os avanços significativos sob os governos do Partido dos Trabalhadores. A inclusão social realizada e as políticas sociais benéficas para aqueles milhões que sempre estiveram à margem, possuem uma magnitude histórica cujo significado ainda não acabamos de avaliar, especialmente se nos confrontarmos com as fases históricas anteriores, hegemonizadas pelas elites tradicionais que sempre detiveram o poder de Estado.

Surgiu um estranho ódio contra o PT em muitos âmbitos da sociedade: suspeito que esse ódio é porque as políticas públicas permitiram aos pobres usarem o avião e visitarem seus parentes no nordeste, que conseguiram comprar seu carrinho e entrar num shopping moderno. O lugar deles, dizem, não é no avião mas permanecer lá na periferia, pois esse é seu lugar. Mas eles foram integrados na sociedade e em seus benefícios.

Devemos aproveitrar as oportunidades que os países centrais em profunda crise nos propiciam: reafirmar nossa autonomia e garantindo nosso futuro autônomo mas relacionado com a totalidade do mundo ou desperdiçá-las e vivermos atrelados ao destino sempre decidido por eles que nos querem condenar a sermos apenas os fornecedores dos produtos in natura que lhes falta e assim voltam a nos recolonizar.

Não podemos aceitar esta estranha divisão internacional do trabalho. Temos que retomar o sonho de alguns de nossos melhores analistas do quilate de Darcy Ribeirp e de Celso Furtado entre outros que propuseram uma reinvenção ou refundacão do Brasil sobre bases nossas, gestadas pelo nosso ensaio civilizatório tão enaltecido mundialmente.

Este é o desafio lançado aos candidatos à mais alta instância de poder no país. Não vejo figura melhor para seguir nesta recontrução a partir de baixo, com uma democracia representativa e participativa, com os seus conselhos e movimentos populares opinando e ajudando a formular caminhos que nos levem para frente e para o alto do que a atual Presidenta Dilma.

A situação é urgente pois, como advertia, pesaroso, Celso Furtado: “tudo aponta para a inviabilização do país como projeto nacional” (op.cit. 35). Nós não queremos aceitar como fatal esta severa advertência. Não devemos reconhecer as derrotas sem antes dar as batalhas como nos ensinava Dom Quixote em sua gaia sabedoria.

Ameaça a líder guarani-kaiowá reascende alerta sobre violência contra indígenas


Na última sexta-feira, 10 de outubro, índio foi surpreendido por homem armado quando retornava para aldeia. MPF investiga autoria da ação.

O Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul (MPF/MS) recebeu na última sexta-feira, 10 de outubro, relato de ameaça contra liderança indígena guarani-kaiowá. O índio, morador da aldeia Guyra Kambi'y, em Douradina, sul do estado, ao retornar de reunião realizada na Prefeitura do município foi abordado por um homem desconhecido, que após questionar nomes de líderes da comunidade, exibiu armas e deixou o alerta “com isto aqui a gente resolve o problema”.

O estranho continuou acompanhando o índio até a entrada de uma vila, quando a bicicleta em que estava apresentou problemas na corrente, que o fez parar e possibilitou a fuga da liderança. O Ministério Público Federal já iniciou a investigação para identificar o autor da ameaça.

Histórico de violência - Essa não é a primeira vez que líderes de comunidades indígenas são ameaçados em Mato Grosso do Sul. A violência na luta pela terra já resultou na inserção de índios no Programa de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas, da Secretaria de Direitos Humanos Presidência da República, e trouxe ao estado militares da Força Nacional.

Nos últimos anos, os guarani-kaiowá acumulam episódios de ameaça e de retirada forçada de seus territórios tradicionais. No ano de 2012, homens armados cercaram acampamento Arroio-Korá, em Paranhos, que reunia cerca de 400 indígenas. Tiros foram disparados e as colheitas da comunidade, queimadas. Um índio desapareceu.

Em 2011, o cacique Nísio Gomes foi executado com tiros na cabeça na comunidade indígena Guaiviry, no município de Amambai. No mesmo ano, índios do acampamento Puelito Kue, em Iguatemi foram atacados por pistoleiros. Vários indígenas ficaram feridos e o acampamento, às margens de uma estrada vicinal, foi totalmente destruído.

Em setembro de 2009, os guarani-kaiowá de Curral do Arame, na BR 463, a 10 km de Dourados, foram agredidos por um grupo de homens que entrou no acampamento atirando em direção aos barracos. Um índio de 62 anos foi ferido por tiros; outros indígenas, agredidos; e barracos e objetos foram queimados.

Um mês depois, em outubro de 2009, os professores indígenas Jenivaldo Vera e Rolindo Vera foram mortos durante expulsão do Tekoha Ypo´i, na Fazenda São Luiz, em Paranhos. Os dois professores foram mortos e os corpos, ocultados. O corpo de Jenivaldo foi encontrado uma semana depois dentro no Rio Ypo´i, próximo ao local do conflito. Rolindo Vera jamais foi encontrado.

Fonte: Assessoria de Comunicação Social - Ministério Público Federal em Mato Grosso do Sul