quinta-feira, 16 de maio de 2013

Sessão Especial em homenagem aos 40 anos de atuação da Embrapa no desenvolvimento agrícola nacional e regional


A Empresa Brasileira de Pesquisas Agropecuárias (Embrapa) foi homenageada nesta quinta-feira (16) na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam) pelos seus 40 anos de atuação no desenvolvimento agrícola no Brasil, em especial, no Amazonas. A Sessão Especial teve a autoria do deputado estadual José Ricardo Wendling (PT), presidente da Comissão de Ciência e Tecnologia da Aleam.

Para José Ricardo, na história do Brasil, a Embrapa teve papel fundamental, como também, atualmente, quando se combate à fome e à miséria. “Assim, a Embrapa contribui com soluções para criar inovações que garantam a segurança alimentar da população. No Amazonas, debatemos a economia e o futuro do Estado. Temos os debates constantes da Zona Franca de Manaus (ZFM), lutando para continuar com o modelo, mantendo a sua competitividade. Mas também é preciso buscar outras alternativas econômicas. Por isso, a importância de instituições de pesquisa, como a Embrapa. Devemos lutar agora para que muitas dessas inovações sejam transformadas em produtos e serviços de qualidade”.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Amazônia Ocidental, Luiz Marcelo Bruno Rocci, essa homenagem deve ser estendida a todos os servidores e parceiros da Embrapa, em especial, aos agricultores, que fazem do País um dos maiores produtores agrícolas do mundo. “A contribuição da Embrapa é inegável na produção de alimentos. O Brasil, hoje, é capaz de abastecer o mercado interno, como ainda atender ao mercado da importação. A safra do País passou de 30 milhões de toneladas, em 1973, para 180 milhões de toneladas, previsão para este ano. Um grande e importante salto na área da produção agrícola, como ainda no desenvolvimento de pesquisa e inovação”, declarou.

O superintendente Federal de Agricultura no Amazonas, Ferdinando Barreto, disse que a Embrapa poderia ser modelo para o Ministério da Agricultura, por conta da sua capacidade de gerenciamento, parcerias e produção, mas que ainda precisa de mais apoio para resolver seus impasses logísticos e estruturais. “Fico feliz em ver esse reconhecimento público para a Embrapa, porque não é só geradora de produtos e serviços, mas também imensa colaboradora para as políticas sociais deste País. O nosso Produto Interno Bruto (PIB) só está positivo, graças ao setor agropecuário”.

Conforme o presidente das Organizações das Cooperativas do Brasil (OCB), Petrúcio Magalhães, a existência da Embrapa confunde-se com a Revolução Agrícola do Brasil, passando de País importador de alimentos para ser um grande produtor e exportador de inúmeros produtos alimentícios. “Hoje, temos mais de 1,5 mil cooperativas agrícolas no País, sendo 57 no Amazonas e espalhadas em mais de 30 municípios do Estado, graças ao apoio da Embrapa”, informou.

Já o superintendente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Thomás Meirelles, parabenizou a Sessão Especial e afirmou que a soberania nacional e a produção industrial passam pela Embrapa, faltando apenas ser prioridade dos governos. “Conforme trabalho de pesquisa realizada pela própria instituição, é possível o fornecimento de grãos e sementes na agricultura familiar suficientes para atender a população dos centros urbanos da região”.

Superintendente do Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Edmar Vizzoli ressaltou que falar da Embrapa é fácil, já que não tem nenhum produtor brasileiro que não saiba da importância dessa instituição. “Temos condições de produzir o que precisamos. Falta apenas sermos tratados de forma diferencial, pela geografia da região. Já avançamos na fruticultura, na cultura do açaí. E a Embrapa tem muita tecnologia para o contínuo crescimento do setor primário”, enfatizou o superintendente.

“A Embrapa é mais do que uma instituição pública, porque está entranhada em todas as produções agrícolas. Ela é um patrimônio de todos nós e uma das mais importantes instituições deste País”, afirmou o secretário executivo adjunto de Estado de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Eduardo Taveira.

Para a diretora-presidenta da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Olívia Simão, a região busca um modelo de produção autossustentável e muitas instituições que atuam na área do ensino e pesquisa lutam por essa realidade. A Embrapa sabe exatamente a quem atende, o produtor primário, e tem foco em pesquisas onde quer mudar o cenário, com ações concretas e bem sucedidas. Parabéns por esses 40 anos no País”.

E o presidente da Federação dos Trabalhadores da Agricultura no Amazonas (Fetagri), Muni Lourenço, lembrou que, na década de 70, o Brasil estava longe da autossuficiência na produção de alimentos, vivendo crises constantes de desabastecimento, com importações de carne, grãos, leite. “Nesse contexto, surge a Embrapa, mudando essa triste página. E a melhoria foi sentida no bolso do brasileiro, que deixou de gastar 48% da sua renda com alimentos, para gastar somente 20%, graças ao desenvolvimento das atividades desta instituição. Uma grande revolução verde e um milagre econômico que veio pela ciência e pela pesquisa”.

Sobre a Embrapa

A Embrapa foi instituída no dia 26 de abril de 1973, sendo uma instituição pública vinculada ao Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, tendo como objetivo o desenvolvimento de tecnologias, conhecimentos e informações técnico-científicas voltadas para a agricultura e pecuária brasileira e como missão, viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação para a sustentabilidade da agricultura, em benefício da sociedade brasileira.

Com um orçamento anual em torno de R$ 2,3 bilhões, atualmente, a Empresa conta com 47 Unidades de Pesquisa e de Serviços e 15 Unidades Administrativas espalhadas por quase todo o País, incluindo o Amazonas desde 1974, contando com 9.795 funcionários, dos quais 2.427 são de pesquisadores.

Além disso, atende a demandas dos mercados locais e regionais dentro do programa de agricultura familiar, principalmente, com mandioca, cultivo de grãos e olericultura; do mercado nacional, realiza pesquisas com fruteiras tropicais, dendê, seringueira, espécies florestais, guaraná e piscicultura; e do mercado internacional, com a produção de sementes do dendê.

Para essa Sessão Especial, estiveram presentes, dentre outros órgãos e entidades: Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Secretaria de Estado da Produção Rural (Sepror), Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), Fundação de Vigilância em Saúde (FVS), Fundação Amazônica de Defesa da Bioesfera, Secretaria Municipal de Produção de Abastecimento, Federação dos Trabalhadores da Agricultura (Fetagri), Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), Superintendência Federal de Agricultura no Amazonas, Organizações das Cooperativas do Brasil (OCB), Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semmas), Serviço Brasileiro de Apoio às Micros e Pequenas Empresas (Sebrae) e Serviço Geológico do Brasil (CPRM), além de empresas e de cooperativas ligadas à produção agrícola.

Fonte: Assessoria de Comunicação