quinta-feira, 6 de junho de 2013

Aleam aprova reajuste dos professores sem acatar emendas da oposição que incluíam mais benefícios


Foi aprovado quarta-feira (5) o Projeto do Governo do Estado que reajustou o salário dos professores e pedagogos da rede estadual de ensino em 6,31%, pagos no final deste mês, retroativo a março (mês da data-base), e mais 3,69% a partir de dezembro deste ano.

Os deputados da base do Governo rejeitaram as emendas, fruto da luta dos profissionais da educação, propostas pelo deputado José Ricardo Wendling (PT), juntamente com os outros dois parlamentares da oposição, Luiz Castro (PPS) e Marcelo Ramos (PSB). Eles defenderam a antecipação do pagamento do reajuste de 10% já a partir de junho, retroativo a março, incluindo ainda os benefícios trabalhistas não cumpridos pelo Governo: auxílio-alimentação, vale-transporte e plano de saúde.

“Acredito que somente com a categoria unida será possível mudar o quadro da educação, que é a maior categoria de funcionários públicos do Estado. Vamos continuar defendendo a luta dos professores”, declarou José Ricardo, enfatizando que há dois meses parte da categoria se uniu em campanha por melhores condições de trabalho, chegando a fazer mobilização e a se pronunciar na Assembleia Legislativa do Estado (Aleam). Como resultado dessa mobilização, melhorou a proposta de reajuste do Estado, que antes era de 8% (também em duas parcelas), passando para 10%.

A categoria luta por um reajuste salarial de 15%, além do direito ao pagamento do piso salarial nacional e de vale-transporte, auxílio-alimentação, plano de saúde e real cumprimento da Hora de Trabalho Pedagógica (HTP), que prevê um terço da carga horária destinado ao planejamento das aulas. Já o Sindicato dos Professores do Estado do Amazonas (Sinteam), em assembleia geral, anunciou defesa por reajuste de 12,31%, sendo 6,31% em junho e 6% até outubro.

De acordo com o deputado, numa rápida comparação entre o aumento do Orçamento do Estado nos últimos quatro anos e o reajuste concedido aos professores, sem levar em consideração o valor do acumulado, foi constatado que o Orçamento do Estado aumentou quase o dobro do que o salário dos educadores, em termos percentuais. “O salário do professor poderia ser o dobro do que é atualmente. A previsão de crescimento do Orçamento do Estado do ano passado para este ano será de 17%”.