sexta-feira, 14 de junho de 2013

Justiça não pode ser lenta na questão indígena


O grupo de cerca de 150 índios da etnia Munduruku começou a desocupar hoje a sede da FUNAI em Brasília. Eles estavam no prédio desde segunda-feira em protesto contra a construção de usinas hidrelétricas na Amazônia. Ontem à noite, eles se reuniram com a diretoria da FUNAI e acertaram a saída da sede.

Os indígenas pedem para ser ouvidos em consulta pública sobre os impactos ambientais de da hidrelétrica de Belo Monte, no rio Kingu (Pará), da hidrelétrica Teles Pires, no rio Teles Pires (Mato Grosso do Sul) e do Complexo Hidrelétrico de Tapajós, no Rio Tapajós (Pará).

Há outras etnias fazendo protesto também, envoltos a conflitos e pendências em demarcações de terras que se arrastam há décadas, sem que a justiça consiga resolvê-los.

A Justiça não pode ser lenta, e o governo não pode deixar de reestruturar a FUNAI e seus programas para aldeias e populações indígenas em todo o país.

Não é possível que não sejamos capazes de levar apoio e serviços públicos para 1 milhão de índios, já que não podemos simplesmente resolver na caneta a questão das demarcações e os litígios envolvendo proprietários legais ou não dessas terras.