sábado, 22 de junho de 2013

Internet presente em 40% das residências brasileiras

Dados divulgados pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias a Informação e da Comunicação (Cetic.br) apontam que, em 2012, o acesso à internet chegou a 40% das residências brasileiras. Um aumento de 4% em relação a 2011, quando o percentual era de 36%.

O índice pode ser conferido na pesquisa Tecnologias da Informação e da Comunicação (TIC) realizada em 17 mil residências no país. Pela primeira vez, desde 2005, quando começou essa série de pesquisas, o número de usuários da rede (49%) superou o número dos que nunca a utilizaram (45%).

Em casas onde há computador, 50% deles são portáteis (em 2011, eles eram 41%). Já o celular representa fonte de acesso à rede para 24% da população. Em 2011 era de 18%. Além disso, o uso diário da internet chega a 69%.

A diferença de acesso nas zonas urbanas e rurais também merece destaque: a rede está presente em 44% das residências nas áreas urbanas, mas apenas em 10% das casas nas zonas rurais. Entre os que nunca acessaram a internet, 77% vivem no campo. A maior parte dos que usufruem a rede – um total de 56 milhões de pessoas – concentra-se na zona urbana.

Dados expressam crescimento da renda

Em termos regionais, o levantamento aponta um crescimento maior de acessos na região Nordeste, passando de 21% para 27%. O Sudeste, por sua vez, continua na liderança com 48% de residências com internet, seguido do Sul (47%), Centro-Oeste (39%) e Norte (21%).

O levantamento aponta que a residência é o principal local de acesso à internet para 74% dos entrevistados. As lan houses representam 19% - em 2011, elas eram responsáveis por 27% dos acessos. Vale frisar que para a população das classes D e E, as lan houses continuam sendo o principal local de acesso à rede.

Reparem que esses dados expressam o crescimento da renda regional. O crescimento do emprego e da renda no Nordeste e na região. O fato é que a internet já é – ou quase - o principal meio de comunicação no país. Deixa, por exemplo, a TV aberta em segundo plano em muitos setores sociais e faixas etárias, na juventude principalmente. A questão, portanto, é o custo da banda larga e dos celulares, Iphones, lap tops, Ipads, tablets e congêneres.