terça-feira, 18 de junho de 2013

Cidades da Região Norte aderem ao movimento de manifestação nacional

Protesto está marcado para começar na Praça da Matriz. Foto: Arquivo/ AVG/ TV Amazonas

Em meio a protestos em diversas cidades do Brasil, os Estados do Amazonas, Amapá, Acre, Rondônia e Roraima também se organizam para realizar manifestações durante a semana.

Em meio a protestos em diversas cidades do Brasil, os Estados do Amazonas, Amapá, Acre,Rondônia e Roraima também se organizam por meio de redes sociais para realizar manifestações durante a semana. No Brasil, com o mote “Não são apenas 0,20 centavos”, além de se posicionar contra o preço do transporte público, os protestos criticaram a condução da política brasileira, a corrupção, os gastos públicos com as obras para as copas das Confederações e do Mundo de 2014.

Em Manaus, o ato contra a tarifa de ônibus da capital amazonense será realizado na próxima quinta-feira (20), na Praça da Matriz, às 17h. Os manifestantes protestam contra a qualidade do transporte público e pedem a redução da tarifa de ônibus. A mobilização é articulada por meio das mídias sociais e mais de 30 mil pessoas, até esta terça-feira (18), confirmaram a participação.

No último dia 7, a Prefeitura de Manaus abateu o valor de R$ 0,10 na tarifa, que passou a custar R$ 2,90, enquanto a meia-passagem custa R$ 1,45. Em coletiva de imprensa na segunda-feira (17), o prefeito de Manaus, Arthur Neto, afirmou que considera os protestos válidos. “Encaro com naturalidade. As pessoas tem direito de se manifestar, pois o transporte coletivo tem muito o que melhorar. Se me convidarem, eu vou estar lá”, afirmou.

Reunião para organizar protesto

Na última segunda-feira (17), pessoas se reuniram em assembleia geral na Praça Heliodoro Balbi, conhecida como Praça da Polícia, no intuito de organizar o ato ‘Movimento Pela Melhoria do Sistema Público de Transporte e Redução das Tarifas’. A data ficou fixada para a próxima quinta-feira (20).

Após deliberação e encaminhamentos, as propostas foram definidas, além da composição de comissões, que auxiliarão o bom andamento do protesto. As pautas de reivindicação são Redução do preço da passagem de ônibus para R$ 2 e passe livre estudantil; Implantação do Conselho Municipal de Transporte Público com membros da sociedade civil; conhecimento da população sobre os gastos públicos do transporte na cidade.

Um dos coordenadores do protesto, o estudante de Turismo, Erick Jonathan explica que o caráter da iniciativa, originalmente para pedir soluções aos serviços de transporte coletivo, ampliou para reivindicar melhorias na gestão pública como um todo. “A princípio, seria apenas para conseguirmos abatimento monetário na passagem dos coletivos. Entretanto, percebemos que isso é apenas a ponta do iceberg. Tem outros fatores tão ou mais ‘gritantes’ como a corrupção, a falta de moradia, educação ineficiente, precariedade na infraestrutura básica, além de outros problemas sofridos em Manaus, devido a uma gestão mal organizada”, disparou o estudante.

Embora o tom da passeata seja de desabafo e reivindicação, a organização deseja que tudo caminhe para a ordem. “Será um evento totalmente pacífico. Ao menos, é o que planejamos. Fazemos conscientização e lutamos contra o vandalismo. Também somos contra qualquer ato partidário. Somos todos de um movimento apartidário”, ressaltou Erick.

Ele diz que é esperada uma multidão para o dia 20, na Praça da Matriz. “Como conhecemos os amazonenses; sabemos que o povo aqui é quente! Esperamos, no mínimo, 100 mil pessoas”, garantiu.

Para o funcionário público estadual, Eros Augusto, a liberdade de expressão se torna importante, quando exercida com respeito e inteligência. “É preciso expor as nossas necessidades e reclamar aquilo que os nossos representantes devem realmente fazer. Isso se aplica a situações como estamos vendo agora: preço de passagens, melhorias nas áreas de saúde, educação, segurança, transportes e moradia, entre outros.

De acordo com ele, o povo está ‘entalado’ há muito tempo com a falta de prioridade, em vários campos sociais, pelos políticos. “Muitas coisas começaram a ser mascaradas através de atos puramente assistencialistas e fizeram um verdadeiro “encoleiramento” eleitoral. As pessoas passaram a se sentir satisfeitas com alguns benefícios e deixaram de enxergar as verdadeiras necessidades. Só que o problema expandiu de tal forma, que o povo não quer mais somente uma bolsa alguma coisa ou cesta básica”, concluiu Eros.