domingo, 16 de junho de 2013

Cafu critica vaias a Dilma e pede mais 'respeito'




Durante coletiva da Fifa, capitão do penta também defende construção de estádios e diz que Brasil ganhará com obras da Copa 2014.

Rio de Janeiro – O ex-jogador Cafu, capitão da seleção brasileira no pentacampeonato de 2002, condenou hoje (16) as vaias à presidenta Dilma Rousseff ontem no estádio Nacional Mané Garrincha, na abertura da Copa das Confederações, em que o Brasil venceu o Japão por 3 a 0. Boa parte do público presente era de membros da elite brasiliense, que pagou altos valores para ver o jogo. Um deles, o senador de oposição Álvaro Dias (PSDB-PR), gastou R$ 1.463 por seis ingressos, conforme foto publicada em seu perfil no Facebook.

“Ela é a presidenta do Brasil, a autoridade máxima do nosso país, uma pessoa que, sem sombra de dúvida, impõe respeito onde quer que vá. Mas é o povo brasileiro e você não pode conter todo mundo. Foi uma situação ruim e desagradável. Isso, mundialmente, não repercutiu bem, mas é a voz do povo, a gente tem que respeitar o direito de todo mundo, de manifestação e contestação. Mas acho que é preciso ter respeito, acima de tudo, para a nossa presidenta Dilma”, disse Cafu, ao participar de coletiva na Fifa no Rio de Janeiro, horas antes do jogo entre México e Itália, no Maracanã.

Cafu falou ainda sobre a crítica à construção de estádios e disse que o Brasil vai ganhar com as obras da Copa.

“Nós construímos estádios do nível do futebol europeu e estamos aqui lamentando o por que desses estádios. A gente espera que eles não virem elefantes brancos e eu tenho certeza que isso não vai acontecer. Até porque vai ajudar muito lugares onde o futebol não é tão divulgado. Se você pega São Paulo, Rio, Minas Gerais, Paraná, Porto Alegre, são locais onde o futebol já é bastante competitivo. Se pega outros lugares, como Manaus, onde o futebol não é tão competitivo, a cidade vai ganhar muito em termos de infraestrutura, educação, transporte e terá um crescimento muito grande. O Brasil vai ganhar com esses estádios modernos”, destacou.
Protestos

O esquema de segurança para o jogo de hoje (16) no Maracanã não sofrerá modificações para prevenir possíveis protestos, como o ocorrido ontem (15) em Brasília. O diretor de Comunicação do Comitê Organizador Local (COL) da Federação Internacional de Futebol (Fifa), Saint-Claire Milesi, ressaltou que a entidade reconhece a legitimidade das manifestações, mas que a segurança no perímetro cabe às forças policiais.

“Na questão dos protestos, a gente reconhece o direito a manifestações. Isso é comum, é esperado, está dentro do planejamento operacional. É um assunto que a Fifa monitora, porque estamos preocupados caso tenha algum impacto em nossa operação dentro do estádio e na chegada do torcedor. É uma questão para as autoridades públicas locais, que trabalham em conjunto com a gente nesse plano de segurança. Nós temos toda a confiança em que eles estão tomando as medidas necessárias e cabíveis para que não tenha impacto para o torcedor e nem para a operação. No caso do Maracanã, o perímetro já está estabelecido e continuará o mesmo”, frisou Saint-Claire, em entrevista de manhã.

Com informações da Agência Brasil