Filho de assessor de FHC é convocado para explicar boatos contra Lulinha


Segundo as investigações policiais, Daniel Graziano, filho de Xico Graziano, seria um dos divulgadores de informações falsas na internet. É a quarta vez que ele é intimado.

O coordenador do departamento Administrativo, Financeiro e de Recursos Humanos do Instituto Fernando Henrique Cardoso (iFHC), Daniel Graziano, foi convocado a depor no próximo dia 29, em uma delegacia de São Paulo, em um inquérito instaurado sobre informações falsas publicadas na Internet contra Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do ex-presidente Lula. Segundo as investigações policiais, Daniel seria um dos divulgadores do material. É a quarta vez que ele é intimado. Nas três vezes anteriores, não compareceu. O investigado é filho de Xico Graziano, assessor da Presidência do iFHC, instituto criado pelo próprio ex-presidente Fernando Henrique Cardoso quando deixou o Palácio do Planalto. Homem de confiança de FHC, Xico comanda a área de Internet da pré-campanha do presidenciável Aécio Neves (PSDB).

Caso não compareça de novo, o delegado responsável pelo caso pode decidir pela condução coercitiva de Daniel Graziano. Um advogado do jovem compareceu à delegacia para se informar sobre o caso e se comprometeu a levá-lo para ser ouvido. Procurados no iFHC , pai e filho não foram localizados para comentar o assunto. Além de Daniel, outros cinco suspeitos de divulgar na Internet as acusações falsas contra Lulinha já foram identificados. Dois depuseram e confirmaram ter enviado as mensagens. Outros três – entre eles, Paulo Cesar Andrade Prado, autor de um blog dedicado principalmente aos bastidores do Corinthians – não foram formalmente encontrados pelos policiais para dar suas versões sobre o que teriam publicado. Segundo informações dadas pela delegacia anteriormente, todos os demais já teriam se apresentado. No entanto, houve uma dificuldade para citá-los.

“Dono” da Esalq

Os boatos contra Lulinha o acusam de ser sócio da Friboi, dono de um jato executivo da Gulfstream e de uma grande propriedade rural. A foto utilizada na fraude é, na verdade, da sede da Esalq (Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz), faculdade localizada em Piracicaba e ligada à Universidade de São Paulo.

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