terça-feira, 29 de abril de 2014

O nefasto racismo nos estádios de futebol


Em artigo hoje, na Folha, “Banana é bom e faz crescer”, o historiador e escritor Joel Rufino dos Santos analisa o gesto do jogador brasileiro do Barça (Barcelona) Daniel Alves, vítima de racismo em campo na Europa, no último domingo.

Joel Rufino lembra que, após 125 anos de fim de escravidão no Brasil (1889) – último país do mundo a aboli-la -, manifestações de racismo ainda explodem nos estádios brasileiros, citando os exemplos recentes da agressão da torcida do Mogi ao meia Arouca do Santos e de um juiz no Rio Grande do Sul.

Desde que futebol virou profissão jogadores negros têm sido hostilizados

“Desde que o futebol virou uma profissão, lá por 1930, grandes craques negros – um Fausto, um Jaguaré, um Valdemar, um Leônidas, um Zizinho, um Pelé – e pequenos, cujo número é infinito, foram hostilizados e prejudicados pelo racismo”, relaciona o historiador.

Ele lembra, ainda, que o racismo “antinegro e anti-índio, é uma das colunas da formação brasileira” e que ele se encontra em todas as formas na sociedade brasileira – “o preconceito, mais brando, a discriminação, mais eficaz, o racismo propriamente dito, estrutural, que organizou as nossas relações de trabalho, nossos hábitos, nossa moral pública”.