segunda-feira, 21 de abril de 2014

Entidade internacional denuncia estupros no Quênia.

Foto: We were excited to join Moroccan activists who've been working on this issue for years now. We held the stunt outside of parliament in Rabat.

Liz, de apenas 16 anos, estava voltando para casa após o funeral do seu avô quando foi atacada e cercada por seis homens, que começaram a estuprá-la.Quando acabaram, eles jogaram Liz, que ainda estava inconsciente, em uma fossa de esgoto de 6 metros de altura. Incrivelmente, os policiais pediram para os estupradores cortarem a grama da delegacia e depois soltaram eles!

A terrível história da Liz causou alvoroço em todo Quênia, e tanto os políticos como a polícia começaram a sentir a pressão e a dar esclarecimentos. Mas vários grupos dos direitos das mulheres no país estão dizendo que nada vai mudar, de fato, a menos que o governo sinta a pressão internacional, e estão pedindo ajuda urgente para garantir que justiça seja feita e que o pesadelo vivido por Liz marque o fim da epidemia de estupros no Quênia. 

De acordo com a mãe da menina, os estupradores continuam indo até sua casa para insultar a família. Estão agindo como se estivessem acima da lei, e têm motivos para achar que podem fazer isso. Ao invés de apoiar a vítima que acabava de reportar um crime, a polícia forçou Liz a varrer a delegacia, registrou o ataque dela como um "simples assalto" e pediu que sua mãe "limpasse ela", destruindo provas essenciais. Mais de quatro meses depois do crime, Liz continua no hospital e mal consegue andar. Ainda assim: apenas um dos 6 acusados foram presos, e apenas com acusações leves.

A história de Liz é um exemplo extremo de um problema muito maior. No Quênia, duas em cada três meninas em idade escolar, e metade dos meninos na mesma idade, já foram vítimas de abuso sexual. No início deste ano, uma decisão judicial histórica condenou a polícia por ter fracassado ao não fazer o que deveria fazer, e obrigou o cumprimento das duras leis quenianas contra estupro. O estupro é proibido em todo o mundo, mas com muita frequência, as leis não são implementadas por aqueles que, na teoria, deveriam proteger nossas crianças.

A polícia diz que não tem recursos, nem treinamento adequado, para tratar de casos de estupro. Mas não é preciso muito treinamento para saber que cortar a grama não é a punição adequada por este tipo de crime.


Vamos defender Liz antes que seus estupradores e a polícia saiam impunes. Clique abaixo para pedir justiça por Liz e ajude a garantir que mais nenhuma menina seja alvo de tamanha violência no Quênia: 
http://www.avaaz.org/po/justice_for_liz_nm_nov_20_po/?bWBmshb&v=39056