Despesas com bolsas somam R$ 9,7 milhões na Ale-Am.

A PEC foi assinada por 23, dos 24, deputados da ALE-AM

Entre o ano de 2010 e o dia 17 de abril deste mês, a Assembleia Legislativa do Amazonas (ALE-AM) gastou R$ 9,7 milhões com bolsas de estudos para servidores de gabinetes dos deputados, entre eles parentes dos parlamentares. Só este ano, dos R$ 2,3 milhões empenhados, R$ 692 mil já foram pagos pelas bolsas.

Dados consolidados dos últimos quatro anos (2010, 2011, 2012 e 2013) revelam que, no período, a ALE-AM desembolsou R$ 9,07 milhões com o pagamento das bolsas. Em 2010, foram pagos R$ 2,2 milhões com esse item. No ano seguinte, a ALE-AM pagou R$ 2 milhões. Em 2012, o montante destinado às bolsas de estudo ficou em R$ 2,3 milhões. Ano passado, a Casa Legislativa usou R$ 2,4 milhões, dos R$ 407 milhões de seu orçamento, com o auxílio universidade.

O Centro de Ensino Superior Nilton Lins foi o que mais recebeu recursos. Foram R$ 2,37 milhões pagos, em bolsas de estudos, para a instituição. Em seguida vem o Centro Universitário do Norte (Uninorte) que recebeu R$ 2,23 milhões pelos benefícios dos servidores nos quatro anos. A Universidade Paulista (Unip) fechou com R$ 1,64 milhão e a Faculdade Metropolitana de Manaus (Fametro), que pertence a Wellington e George Lins, irmãos do ex-presidente da ALE-AM, Belarmino Lins (PMDB), recebeu R$ 1,095 milhão.

Entre as instituições conveniadas com a ALE-AM figuram ainda a Sociedade Amazonense de Educação e Cultura (Samec); Centro Literatus (Unicel); Instituto Amazônia de Ensino Superior (IAES); Instituto de Ensino Superior do Amazonas (Iesam); Sociedade Povir Científico (Uni La Salle); Fundação Boas Novas; Instituto de Ensino Superior Materdei (IES Materdei); Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi); e a Faculdade Salesiana Dom Bosco.

Na ação civil do MPE-AM contra a ALE-AM, em que o órgão exige o ressarcimento do valor pago com dinheiro público pelas bolsas, o promotor que assina o documento, Edilson Martins, afirma que houve desvio de finalidade na concessão do auxílio, uma vez que muitos cursos, como o de medicina, não guardam relação de compatibilidade ou conexão com a atividade fim do Poder Legislativo. Edilson Martins apontou uma tentativa de camuflagem da concessão indiscriminada do benefício e sinalizou que entrará com novas ações.

O promotor considera que é evidente que o desvio de finalidade tem como objetivo “criar privilégios sem justa causa para agraciar servidores próximos, especialmente, parentes e amigos em detrimento do interesse público”.

Fonte: http://acritica.uol.com.br/noticias/Despesas-bolsas-somam-milhoes_0_1123687642.html

Nenhum comentário:

Postar um comentário

"BALA MATA FOME?" "Mataram um estudante. Podia ser seu filho".

No fim da tarde de 28 de março de 1968, centenas de estudantes se reuniam no Calabouço, um restaurante popular no centro do Rio de Janeiro. ...