sexta-feira, 11 de abril de 2014

Emenda tenta impedir a retirada dos quase R$10 milhões da valorização dos profissionais da educação para pagamento de água, luz e telefone

 

O deputado José Ricardo criticou mais uma vez ontem (10) o projeto de lei nº 106/2014, do Governo do Estado, que remaneja naSecretaria de Estado de Educação (Seduc) cerca de R$9,4 milhões da valorização dos profissionais da educação e do fortalecimento da gestão escolar para os serviços administrativos de água, luz e telefone do referido órgão. O parlamentar solicitou do governador, via ofício, a retirada do projeto de tramitação na Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE).

Mas, caso o governador mantenha a proposta, José Ricardo protocolou hoje (10) uma emenda ao projeto propondo que seja remanejado dos recursos da reserva de contingência, já existentes no orçamento do Estado que é de aproximadamente R$250 milhões, o valor para os serviços administrativos do órgão. 

“É lamentável uma proposta dessa natureza, que retira dinheiro dos professores para pagar água, luz e telefone. Não questiono a necessidade da destinação do valor, mas a fonte escolhida para esse remanejamento”, ponderou o parlamentar. Ele destacou ainda que, recentemente o Governo promoveu um evento para gestores da educação, em um dos mais caros hotéis de Manaus, o Tropical Hotel, o que demonstra, no mínimo, ostentação com as verbas de uma secretaria que está “precisando” retirar recursos da valorização dos professores para pagar serviços secundários. “São exemplos da precária administração que temos na área da educação em nosso Estado”, disse.

Na semana passada, José Ricardo realizou com o deputado Luiz Castro (PPS), uma audiência pública para discutir as reivindicações dos professores que estão indo às ruas pedir o reajuste salarial de 20%, auxílios alimentação e transporte, plano de saúde, e direito a Hora de Trabalho Pedagógico (HTP). “O parlamento recusa o aumento no salário dos professores, quando rejeita emendas ao Orçamento que venho apresentando, ano após anos, para conceder o reajuste salarial pedido pela categoria, e aprova a Lei Orçamentária Anual do jeito que o governador enviada à Assembleia sem discutir”, criticou.

Fonte: Assessoria de Comunicação