quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Oposição vai à justiça eleitoral para censurar a presidenta Dilma


Quem tinha prometido na 6ª feira passada fazer isto foi o candidato tucano ao Planalto em 2014, senador Aécio Neves (PSDB-MG), mas neste início de semana (ontem) foi o presidente nacional do PPS, deputado Roberto Freire (SP), quem entrou no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com uma representação contra a presidenta Dilma por propaganda eleitoral antecipada.

É por causa do pronunciamento que ela fez no último dia 6, em rede nacional de rádio e TV, véspera da data nacional da independência do Brasil e que, portanto, ela tinha obrigação de fazer. Todos os presidentes o fazem, é legal, não tem nada demais nisso. Quando prometeu entrar com recurso contra a fala da chefe do governo, o presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, afirmou que o Brasil não tem mais presidente, mas uma candidata em campanha.

Roberto Freire inspirou-se exatamente aí e recorreu nessa linha ao TSE. Ele afirma na representação que o pronunciamento da presidenta Dilma à nação, veiculado em rede nacional de rádio e TV, continha mensagem “cifrada e subliminar” em que ela se colocou como “a pessoa mais apta e qualificada” para administrar o país.

Comparação entre era tucana e petista é o que mais incomoda

“O pronunciamento da representada no dia 6 de setembro de 2013 (…) evidencia o propósito eleitoral embutido em suas palavras. A evidente e notória pré-candidata Dilma Rousseff não economizou elogios ao seu próprio governo e ao governo de seu antecessor, comparando-os, sutilmente, com governos anteriores”, diz trecho da representação.

Como vocês veem, fazer comparações entre os governos do PT (2003-2013) e o tucanato de oito anos do presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2002) é tudo o que a oposição não quer, o que mais a incomoda, o que mais a faz tremer…

Na opinião de Roberto Freire, a suposta autopromoção da presidenta se torna ainda mais grave uma vez que ela usou o espaço institucional da cadeia nacional de rádio e televisão para seu pronunciamento. Por isso, ele pede que a presidente seja multada com base na Lei Eleitoral, que prevê multa que pode achegar a R$ 25 mil ou ao valor equivalente ao custo da propaganda, se este for maior.

Língua de trapo

Conclusão? O deputado Roberto Freire não passa de língua de trapo do senador Aécio Neves, que não teve coragem de representar contra a presidenta no TSE. Mandou, então, seu menino de recados que, numa versão piorada, transformou-se em censor de pronunciamentos presidenciais na mídia eletrônica. Como nos tempos da ditadura.

Querem censurar a presidenta, já que não vencem o debate político e não podem mudar os fatos e a realidade.Estão ainda mais desesperados depois da derrota no dia 7 de setembro quando, segundo eles, o Brasil iria acabar…

Com mão de gato, via pequenos movimentos de oposição que fazem mobilizações e ação contra o governo através das redes sociais, investiram, jogaram tudo, acharam que o Brasil iria para as ruas contra o governo. E o Brasil, o povo não foi…