terça-feira, 17 de setembro de 2013

José Ricardo ingressa com representação no MPE contra Governo do Estado por diversas irregularidades no hospital do Careiro Castanho


O deputado José Ricardo Wendling (PT) ingressará com representação no Ministério Público do Estado (MPE) contra o Governo do Estado por diversas irregularidades e problemas estruturais no Hospital Estadual Deoclécio dos Santos, no Município de Careiro Castanho (a 102 quilômetros de Manaus). Ele esteve em visita à cidade no fim de semana passado.

De acordo com o parlamentar, o hospital da cidade atende em um prédio com estrutura física deficiente para atendimento à população. “Esse prédio precisaria de uma grande reforma. Mas, o ideal, seria construir um novo hospital”, declarou ele, ressaltando que grande parte dos equipamentos estava sucateada, com lixo hospitalar jogado no entorno da unidade, além da única ambulância estar com problemas mecânicos, conforme verificou no local e confirmou no relatório enviado por um funcionário.

E mais: na unidade de saúde, não tinha médico trabalhando no dia da visita. “Me falaram que há três dias não tinha atendimento médico. Mas pelo relatório verificamos que existem seis médicos contratados, sendo que um sumiu, o outro está numa licença que nunca termina; e outro que paga para outro médico trabalhar no seu lugar. Uma verdadeira bagunça. Isso sem falar nos diversos ‘funcionários fantasmas’ da unidade”.

Como resultado dessa situação caótica, a maioria dos pacientes é removida para Manaus, explicou José Ricardo, enfatizando que o povo tem pago muito caro por uma péssima gestão. “O que mostra que o Estado não tem competência para administrar a saúde de um município fica aqui do lado da capital. Recursos não faltam, falta mesmo é gestão”, alterou ele, acrescentando que, recentemente, o Governo recebeu R$ 157 milhões para investir na saúde do Amazonas. “Se não fiscalizarmos, corre o risco desse dinheiro sumir”, concluiu.

Placa sem obra

O deputado contou também que há uma obra estadual no Município, com placa de início de obra datada de agosto deste ano, mas que no local nada foi feito. “Temos que saber que contrato é esse e que obra é essa que diz ter iniciado há um mês”.

Fonte: Assessoria de Comunicação