quarta-feira, 25 de setembro de 2013

José Ricardo defende reajuste salarial e cumprimento do piso nacional dos professores


Os governadores de Estado uniram-se e assinaram documento pedindo ao Governo Federal reajuste menor do piso nacional dos professores brasileiros. Cálculos preliminares da União apontam um aumento de 19% em 2014, mais do que o dobro dos que os 7,97% concedidos à categoria no início deste ano. Atualmente, nenhum professor pode receber menos do que R$ 1.567 para 40 horas de trabalho semanais.

O deputado José Ricardo Wendling (PT) afirmou que irá acompanhar essa situação, caso contrário, ficará difícil melhorar a qualidade da educação. “Temos que investir nos professores, se não, haverá um “apagão” desses profissionais. Hoje, o Governo do Amazonas já não paga o piso nacional do ensino médio, conforme a Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE). E ninguém mais quer ser professor e os que estão na ativa buscam outra opção de vida, lutando para se aposentar cedo. Um triste retrato da desvalorização dos nossos educadores”, comentou.

De acordo com ele, os governadores sempre vão à Brasília pedir mais recursos para obras, agora buscam no Governo Federal ajuda para não pagar mais aos professores. “Com os royalties do petróleo, virão mais recursos para serem investidos na educação”, disse ele, informando que, em dez anos, esses valores somaram R$ 112 bilhões para a educação e para a saúde em todo o Brasil.

E ressaltou a importância de aprovar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Estado, de sua autoria, destinando 60% das receitas estaduais oriundas desses royalties, exclusivamente, para a remuneração, vantagens e capacitação para os profissionais da educação, como reajuste salarial, total implantação da Hora de Trabalho Pedagógica (HTP) e pagamento de plano de saúde, auxílio-alimentação e vale-transporte.

Na prática, explicou José Ricardo, a receita desses royalties para a educação do Amazonas terá um salto de R$ 37,4 milhões (2011) para 224,2 milhões (2013). O último Índice de Desenvolvimento Humano dos Municípios (IDHM) colocou o Amazonas como um dos piores do Brasil, sendo a educação o fator que mais prejudicou o desenvolvimento do Estado. “Tanto o Estado quanto os municípios terão muito mais recursos para investir na educação. Logo, o Governo poderá conceder esse justo reajuste aos professores. Temos que lutar e cobrar”, concluiu o parlamentar.

Fonte: Assessoria de Comunicação