segunda-feira, 16 de setembro de 2013

A continuidade do desumano, danoso e maléfico boicote corporativista ao Mais Médicos


É desumano, danoso e maléfico ao país a continuidade do boicote que a corporação médica faz ao Programa Mais Médicos, do governo federal, pelo qual milhares de estrangeiros virão trabalhar no Brasil em cidades carentes e remotas do interior e nas periferias de nossas cidades. Cidades e periferias, repita-se, nas quais os médicos brasileiros se recusam a trabalhar.

No fim de semana (sábado) uma reportagem da Folha de S.Paulo era dramática e assustadora, mas dá bem uma dimensão de a que ponto chega esse boicote: 13 das universidades federais de 19 Estados boicotam o programa negando-se a indicar tutores para acompanhar o trabalho dos médicos estrangeiros.

E em Pernambuco, o Conselho Regional de Medicina (CRM-PE) abriu investigação para constranger dois professores da Universidade Federal (UFPE) que aceitaram e estão atuando como tutores desses médicos.

Já cobrei isso aqui, mas como não vi providências da parte desses órgãos corporativistas, volto a cobrar: qual a lista de medidas que o Conselho Federal de Medicina (CFM) e os CRMs adotaram para que seus representados trabalhem no interior, nas periferias, nos socavões de serra desse imenso Nordeste e do Brasil?

Ainda bem que não falta ao governo disposição para a luta e para prosseguir com o Mais Médicos. Hoje os 383 médicos estrangeiros que vieram ao Brasil participar do programa e que estavam fazendo o curso de adaptação desde o início deste mês, assumem seu postos e começam a trabalhar em pequenas cidades e nas periferias das grandes cidades brasileiras.