quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Nos EUA, Dilma mostrou que o Brasil tem governo, rumo e estratégia


As declarações da presidenta Dilma Rousseff dadas em Nova York, tanto ontem quanto na abertura da Assembleia Geral das Nações Unidas, são diretas e objetivas. Atendem ao interesse nacional no que diz respeito às relações com os Estados Unidos e a nosso desenvolvimento econômico e social.

Ontem, por exemplo, discursou para empresários e disse que o Brasil tem uma demanda reprimida, necessitando de “ação combinada do setor privado e do governo”. Ela enfatizou que o país respeita as instituições e os contratos.

“Não interessa quem fez o contrato. Você pode não gostar de quem fez e discordar do contrato, mas ele é cumprido. Isso começou no governo anterior ao do presidente Lula, o presidente Lula respeitou isso.”

E chamou atenção para os avanços na última década: aumento do PIB em 40%, criação de 20 milhões de empregos, expansão da massa salarial em 75% e taxa média de investimento de 6,7% ao ano.

Mas a presidenta também reconheceu gargalos na infraestrutura e a necessidade de novos marcos regulatórios. “Nosso país ingressou na década passada num ciclo de aceleração do seu desenvolvimento econômico e social e agora é necessário perceber que nosso desafio é diferente.”

Internet e espionagem

Dilma também ressaltou aquilo que vem se tornando prioridade em seus pronunciamentos: a segurança e na internet. A presidenta enfatizou a importância na neutralidade da rede num marco regulatório global.

“Não estamos pedindo a interferência da ONU. Não estamos dizendo ‘ONU, controle a internet’. Nós não concordamos com esse tipo de controle. Estamos dizendo ‘ONU, preserve a segurança, não deixe que a próxima guerra se dê dentro do mundo cibernético, com hackers e tudo’.”

E disse ainda que, após a espionagem norte-americana, o futuro da relação Brasil-EUA “terá de ser construído” a partir da resposta que for dada para o caso.

Dilma falou o fundamental

Dilma falou para o mundo político e empresarial, para o poder nacional e o norte-americano. E também para o seu povo, o nosso povo, para os investidores brasileiros e estrangeiros, para os seus governos.

Falou o fundamental. O Brasil, só para atender as demandas sociais de seu povo, tem demanda para crescer 10 anos. Tem todas as condições não apenas macroeconômicas, mas também institucionais.

Mais do que isso, o Brasil tem governo e rumo, estratégia e vontade política de continuar a crescer com distribuição de renda e defesa do interesse nacional, combatendo a pobreza e as desigualdades, sempre em democracia.