quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Desemprego cai para 5,3% em agosto, segundo IBGE


A taxa de desemprego medida pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME) do IBGE registrou queda em agosto, saindo de 5,6% em julho para 5,3% no mês passado. Esta queda surpreendeu a maior parte dos analistas, que esperavam uma manutenção do desemprego em 5,6%, mas seguiu em linha com os dados divulgados na quarta, 25, pelo Dieese. Além da queda no desemprego, a PME mostrou avanço de 1,7% do rendimento médio real habitual do trabalho em comparação com julho, e de 1,3% em comparação com o mesmo mês de 2012. Os setores de saúde, educação e administração puxaram a criação de empregos no mês, abrindo 60 mil novos postos de trabalho, seguidos pela construção civil, que criou 39 mil novos empregos. Já o setor industrial fica como destaque negativo de mês, já que a indústria de transformação fechou 33 mil postos de trabalho no período, uma queda de 0,9% em relação ao mês anterior.

Os dados do emprego e da renda divulgados hoje, 26, pelo IBGE corroboram àqueles divulgados ontem pelo Dieese, mostrando queda no desemprego e avanço da renda média no mês de agosto. Se considerarmos que, para a população em geral, as duas principais variáveis econômicas são o desemprego e a inflação, o terceiro trimestre de 2013 pode ser considerado, por hora, o melhor do ano. Apesar de provavelmente não apresentar taxas de crescimento do PIB tão elevadas quanto as verificadas no segundo trimestre (quando o PIB cresceu 1,5%), a desaceleração da inflação acumulada em 12 meses e a queda da taxa de desemprego são fatores importantes para a recuperação da confiança do consumidor, que pode dar um novo folego à demanda interna e garantir uma melhoria nas expectativas empresariais.