segunda-feira, 10 de junho de 2013

Ex-ministro atribui vitória na OEA a prestígio de Brasil, Lula e Dilma

Vannuchi: "É o reconhecimento de que o Brasil é uma referencia hoje que a OEA precisa levar em campo"

Paulo Vannuchi, eleito na semana passada para mandato na Comissão Interamericana de Direitos Humanos, diz à Rádio Brasil Atual que país é hoje uma referência regional.

O ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, Paulo Vannuchi, afirmou hoje (10) que sua eleição para a Comissão Interamericana de Direitos Humanos se deve ao grande prestígio obtido pelo país no cenário internacional. "A eleição foi possível somente pelo grande prestígio que o Brasil possui hoje no terreno da democracia e direitos humanos, de combate à fome e à desigualdade social. com ampla participação democrática, sem cerceamento à liberdade de imprensa", disse, em conversa na Rádio Brasil Atual, da qual é colunista.

Vannuchi agradeceu ainda ao apoio recebido de organizações da sociedade civil, como a CUT e a União Nacional dos Estudantes (UNE) "É o reconhecimento de que o brasil é uma referencia hoje que a OEA (tres américas e o caribe) precisam levar em campo. Além de um prestigio enorme de Dilma e Lula. Nesse sentido, é que sentimos chance de uma vitória, mesmo numa eleição disputadíssima. Fiquei em terceiro lugar. Agradeço a todas as entidades, Dilma e Lula por esse apoio muito claro que tivemos"

Na quinta-feira (6), Vannuchi foi eleito para uma das três vagas abertas para a CIDH e vai exercer um mandato não remunerado de quatro anos a partir de janeiro de 2014. Além dele, saíram vitoriosos os candidatos dos EUA, James Cavallaro, e do México, José de Jesús Orozco Henríquez. Cavallaro é diretor do Centro Internacional de Direitos Humanos e Resolução de Conflitos e Henríquez é integrante do Instituto de Investigações da Universidade Nacional Autônoma do México (Unam).

Paulo de Tarso Vannuchi dirigiu a Secretaria de Direitos Humanos entre 2005 e 2011, durante o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Formado em jornalismo com mestrado em ciência política, Vannuchi sempre atuou durante na defesa e preservação dos direitos humanos, tendo sido preso político durante o governo militar.

Aos 63 anos, o ex-ministro da Secretaria de Direitos Humanos de Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2005 e 2010, foi um dos organizadores do livro-documento Brasil Nunca Mais. Trata-se de um trabalho construído em segredo, entre 1979 e 1985, com o apoio do então cardeal-arcebispo de São Paulo, dom Paulo Evaristo Arns, a partir dos processos movidos pela repressão contra os presos políticos. Os arquivos do Judiciário reveleram a identidade de violadores de direitos humanos e a prática sistemática de tortura.

A redemocratização e a fundação do PT levaram Vannuchi a prestar assessoria política a Lula, ao partido e a sindicatos e outras organizações da sociedade civil, até a nomeação para o ministério. Após deixar o governo, passou a ser colaborador da Rádio Brasil Atual e da TVT com comentários diários sobre o cenário político do país.