quinta-feira, 10 de julho de 2014

Nosso futebol, a CBF e a FIFA precisam de uma ampla reforma.


A Copa praticamente acabou para o Brasil – nossa seleção ainda tem a partida para assegurar o 3º lugar – e apesar do travo e do amargor da situação, era esporte, era futebol e, agora, é começar as análises, tentá-las de forma desapaixonada (impossível, em se tratando de futebol no país…), com o máximo de contribuição que cada um tenha a dar para a dor e o vexame passarem ou se atenuarem o mais rapidamente possível. E para, também de forma rápida, conseguir se mudar esse quadro desanimador que ficou aí.

Aproveitar o momento e debater a forma de levar o esporte às periferias

Acreditamos que é isso, devemos aprender com a derrota e iniciar uma ampla reforma em nosso futebol, começando pela CBF – Confederação Brasileira de Futebol, mas mirando a própria FIFA, tão questionada e envolvida em polêmicas nos últimos tempos, tão necessitada, também ela, de passar por mudanças. De fundo.

É hora de mudar os próprios clubes, inclusive a forma como o futebol é financiado, não apenas com o direito de arena (estádios) e a publicidade em geral mas com o direito e a exclusividade para a transmissão dos jogos. Essa exclusividade tão absoluta precisa acabar. Não é segredo para ninguém, todos sabemos que jhá redes de TV com poder de mudar até os horários de realização de jogos para enquadrá-los de acordo com suas conveniências e interesses de grade de programação.

Esse direito e exclusividade absolutos quanto a transmissão precisam acabar. Precisam tornar-se um bem público, com acesso aberto a todos mediante pagamento igual. Então, hoje, na esteira e no calor da derrota, não basta discutir o futebol por mais importante que seja.

Temos que aproveitar para reavaliar, também, toda nossa política de esportes e lazer e ver como levá-la à juventude e às periferias. Ver como incentivar não apenas o esporte profissional que precisa de profissionalização, mas como massificar o esporte amador nas escolas e bairros. Vamos aproveitar e abrir um debate além dos erros técnicos e dos problemas da Copa que, em si, em termos de organização foi um sucesso e tanto no Brasil.