segunda-feira, 28 de julho de 2014

Estudo analisa estatísticas do mercado de trabalho no Brasil.


Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dados do Cadastro Central de Empresas (Cempre) de 2012 mostram que, naquele ano, o pessoal ocupado assalariado do total de organizações do país era composto por 57,3% de homens e 42,7% de mulheres. A administração pública e as entidades sem fins lucrativos apresentavam maior participação feminina, enquanto nas entidades empresariais a maior participação era masculina. Naquele ano, as 5,2 milhões de empresas e outras organizações formais ativas cadastradas ocuparam 53,4 milhões de pessoas. O salário médio mensal foi de R$ 1.943,16. Entre 2008 e 2012, o salário médio mensal subiu 10,1%, enquanto salários e outras remunerações cresceram 35,3%. Em 2012, os homens receberam, em média, R$ 2.126,67 e as mulheres, R$ 1.697,30. O Sudeste concentrou 27,4 milhões dos ocupados (51,4%) e 23,6 milhões dos assalariados (51,1%), bem como 47,1% dos novos vínculos empregatícios gerados no país.

Analisando o pessoal ocupado assalariado, observa-se que empresas e outras organizações formais geraram 7,8 milhões de novos vínculos empregatícios entre 2008 e 2012. Quase metade (49,4%) desses novos vínculos foram gerados no Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas; Construção; Atividades administrativas e serviços complementares. Apesar do predomínio das empresas de menor porte na estrutura empresarial brasileira (87,9%), as organizações com 250 pessoas ou mais foram as que apresentaram as maiores participações em pessoal e os maiores salários médios mensais (R$ 2.527,11), enquanto os menores valores foram pagos por empresas com até nove pessoas ocupadas (R$ 1.010,88). A análise das empresas e outras organizações segundo a natureza jurídica evidencia a importância das entidades empresariais em todas as variáveis analisadas. Elas representavam 76,3% do pessoal ocupado total, 73,4% do pessoal ocupado assalariado e 63,9% dos salários e outras remunerações, em 2012. Os órgãos da administração pública, apesar de representarem somente 0,4% das empresas e outras organizações, absorveram 17,2% do pessoal ocupado total, 19,9% do pessoal ocupado assalariado e pagaram 29,8% dos salários e outras remunerações. A participação das entidades empresariais na estrutura brasileira de emprego tem crescido, com uma redução relativa na participação dos órgãos da administração pública. O “Comércio; reparação de veículos automotores e motocicletas” destacou-se com as maiores participações em número de empresas e outras organizações, pessoal ocupado total e pessoal ocupado assalariado, enquanto que em salários e outras remunerações ficou na terceira colocação. As “Indústrias de transformação” ficaram na segunda colocação nas quatro variáveis analisadas.

O pessoal assalariado com nível superior recebeu, em média, R$ 4.405,55, enquanto o pessoal sem nível superior, R$ 1.398,74. 82,3% do pessoal assalariado no país não tinham nível superior e o pessoal ocupado assalariado com nível superior cresceu 6,0%, enquanto o pessoal sem nível superior subiu 1,6%. Nas entidades empresariais, a participação relativa dos assalariados com nível superior é muito baixa mas aumenta com o tamanho da empresa, apesar de cair de 90,7% em 2009 para 89,5% em 2012. A administração pública é a natureza jurídica onde há o maior predomínio de pessoal ocupado com nível superior.