sábado, 7 de setembro de 2013

Dez anos após Estatuto do Desarmamento, homicídios caem 12,6% no país

Um bom número trazido pelo estudo do IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) divulgado ontem. Dez anos após a aprovação do Estatuto do Desarmamento, a taxa de homicídios no país caiu 12,6%. Os números foram debatidos na Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado da Câmara dos Deputados.

Para o diretor do IPEA para Estudos e Políticas do Estado, das Instituições e da Democracia, há uma relação de causalidade entre a redução do número de armas e a queda dos homicídios. “Onde se tem uma maior difusão de armas de fogo aumenta a taxa de homicídios em 1% ou 2%”, disse.

A queda na taxa de homicídios poderia ser ainda maior se o SIM tivesse vencido no plebiscito de 2005 que perguntou se o comércio de armas de fogo deveria ter maior controle no Brasil.

E é sempre bom não esquecermos de que Veja e Globo derrotaram no plebiscito a proibição pura e simples de posse de arma, na linha do lobby norte-americano das armas, pregando a autodefesa, o direito sagrado individual, na estratégia conservadora que considera toda ação estatal uma ameaça à liberdade do indivíduo.

Deu no que deu. Mas ainda bem que tivemos a decisão administrativa sábia do governo de restringir ao máximo o porte de arma.

Falta coibir cada vez mais o contrabando de armas e reformar nossa segurança pública, doutrina, educação e polícias. Incluindo a desmilitarização da PM e a unificação das polícias, com a criação da política de fronteiras, liberando a Polícia Federal para ser de fato a polícia judiciária da União.

Isso independentemente de qualquer que seja a leitura sobre a pesquisa do IPEA.