sexta-feira, 4 de julho de 2014

A ECONOMIA COMO CABO ELEITORAL DE DILMA - Por Armando Clovis*


Sem querer ser redundante, escreverei, mais uma vez, as razões que levarão a presidenta Dilma a reeleição em outubro. Os economistas clássicos e, posteriormente, os neoclássicos foram bastante felizes ao demonstrar que renda e utilidade, ou satisfação, estariam intimamente relacionados, mas vou além dizendo que são irmãs siamesas. Muitas pesquisas empíricas atuais demonstram, economicamente, que o aumento da felicidade da população de vários países é proporcional ao aumento da renda, assim como o inverso, também, é verdadeiro. Ao contrário do que prega a oposição brasileira, em consonância com a velha mídia, nossa economia está longe do caos. Problemas, logicamente existem, assim como em todas as nações, mas nossos indicadores econômicos mostram que não existe a menor possibilidade de um cataclismo econômico, como é apregoado pelo tucanato. E economia boa satisfaz os que nela convivem.

A inflação, que segundo a revista Veja desta semana, está na eminência de se acelerar é puro terrorismo eleitoral. Ao contrário, a mais recente notícia sobre a inflação que dispomos vai de encontro a esse anúncio: o Índice Geral de Preços ao Mercado (IGP-M), que corrige os valores dos aluguéis, registrou deflação de 0,74% em junho, segundo informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV). O IPCA, que mede a inflação oficial vem desacelerando desde abril e, no acumulado do ano, encontra-se em 6,2%, dentro do estabelecido na meta. Aliás, é bom que se diga que foi nos governos Lula e Dilma que a inflação manteve-se dentro da meta estabelecida pelo Banco Central, diferentemente dos dois últimos anos do governo FHC.

Outro fator estimulante do bom desempenho da economia brasileira é a manutenção da mão-de-obra empregada. Enquanto a crise mundial capitalista destrói milhares de postos de trabalho na Europa, o desemprego no Brasil tem uma das mais baixas taxas do mundo. No mês de abril, o índice medido pelo IBGE estava em 4,9%, ao passo que na Zona do Euro encontrava-se em 11,9% e nos EUA 6,7%. Registre-se que, nos últimos 12 anos, foram gerados mais de 20 milhões empregos com carteira assinada no Brasil, dos quais 5 milhões nos 3 anos e meio no Governo da Presidenta Dilma.

Destaca-se também que a renda dos trabalhadores nos anos dos governos Lula e Dilma teve forte valorização. Segundo o IBGE, o aumento real do salário mínimo nesse período foi de mais de 70%. Em outras palavras, nesse período ocorreu elevação nos preços, mas o rendimento do trabalhador cresceu 70% mais que a inflação, o que significa que o trabalhador continuou comprando o que comprava antes e sobrou dinheiro para outros tipos de consumos, razão dos aeroportos lotados e o aumento da frota de carros nas ruas, uma vez que o trabalhador pode comprar o seu zerado para a família.

Penso que o principal cabo eleitoral da Presidenta Dilma, além do Lula, serão os fundamentos da economia brasileira e três indicadores revelam isso: inflação sobre controle, trabalhador empregado e dinheiro no bolso, todos substratos suficientes para deixar o eleitor satisfeito, como postulavam os economistas clássicos, e excelente base para a reeleição da Presidenta Dilma.

* O autor é economista e assessor parlamentar.