quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Waldemir diz que o acordo que passa o controle do sistema de transporte para empresas de ônibus é um absurdo


O Acordo Operacional (Acop) que determinou as empresas concessionárias de transporte coletivo e urbano da capital e também o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) a tomar conta do Sistema de Transporte Público da cidade, levou o vereador Waldemir José (PT) a convocar o Superintendente Municipal de Transporte Urbano (SMTU) Pedro Carvalho para explicar o porquê dessa medida. O parlamentar solicitou, ainda, a criação e instalação do Conselho Municipal de Transporte integrado por membros da sociedade civil organizada. A ação ocorreu n amanhã desta quarta-feira (16), durante o Pequeno Expediente da Câmara Municipal de Manaus (CMM). 

Segundo o prefeito Artur Neto (PSDB), o Acop, que foi viabilizado por meio do Decreto Legislativo N. 2566 do último dia 11, é uma vantagem para a população porque unificará o sistema equiparando as linhas existentes, aumentando a eficiência dos serviços oferecidos aos usuários, além disso, o consórcio proporcionará um percentual de recursos para cada empresa e aquela que não cumprir a viagem programada de suas linhas será deduzido do valor total a receber, ou seja, ganha mais a empresa que fizer mais viagens e a que fizer menos ganha menos. 

Para Waldemir José, esse controle deve existe, mas que seja feito pela Prefeitura e não pelos empresários, contradição evidente nessa medida, uma vez que a Prefeitura não implantará nenhum sistema novo e, muito menos, irá deter o controle do sistema, pelo contrário, ficará tudo nas mãos dos empresários de ônibus. “Não existe nenhuma novidade nessa medida. Isso já acontece com as planilhas de custo das empresas, ou seja, elas fazem o que querem e a Prefeitura não tem nenhum controle sobre isso”, disse o petista referindo-se à inadimplência das empresas com relação à Outorga de Concessão, à retenção dos R$0,05 da passagem e à falta de pagamento dos direitos trabalhistas dos funcionários do sistema de transporte. 

Waldemir afirmou que mais uma vez o Executivo Municipal age com falta de cuidado com o dinheiro da população e premia as empresas, deixando-as a vontade para agir como quiserem. “É um absurdo a Prefeitura abrir mão do seu papel e permitir que aqueles que têm interesse pelo lucro sejam seu próprio fiscalizador? Como podem deixar que raposas cuidem do galinheiro?”, questionou. 

Fonte: Assessoria de Comunicação