quarta-feira, 16 de outubro de 2013

No Dia dos Professores, Waldemir lembra a luta por melhores condições salarial para a categoria


“Infelizmente o professor do município não tem muito que comemorar. Não há valorização devida a esses profissionais pelo Poder Executivo e a educação pública perdeu em qualidade, principalmente a partir da década de 80”, foi o que disse o vereador Waldemir José (PT) durante seu discurso na tribuna da Câmara Municipal de Manaus (CMM), na manhã desta terça-feira (15), ao lembrar que hoje se comemora o Dia dos Professores. 

Em seu pronunciamento, Waldemir afirmou que antes se estudava para aprender, mas hoje é para obter o diploma e a escola particular tem se sobreposto à pública e, para muitos, é regida por “três pês”: papai pagou passou. Ele lembrou que em 1986, quando começou lecionar, alguns alunos afirmavam que se quisessem aprender não precisavam está na escola pública. “O que tem ocorrido com a educação atual, lamentavelmente, é uma busca pela titularização e não pela qualificação do ensino, o que é bastante prejudicial na construção de uma sociedade mais desenvolvida”, disse o parlamentar. 

Além disso, questões salariais, segundo o parlamentar, é uma forma de melhorar a qualidade do ensino, pois salários mais altos atraem mais talentos para o sistema de ensino.

As lutas históricas dos professores amazonenses nas décadas de 80 e 90, destacando àquela que ficou conhecida como “A Batalha do Igarapé de Manaus”, quando em 1982, o então Governador Gilberto Mestrinho reprimiu violentamente uma manifestação de mais de 20 mil professores que reivindicavam melhores condições na educação, também foram lembradas pelo vereador petista. 

“Foi a partir desse momento que a luta dos professores avançou e se constituíram como força política no estado do Amazonas e tiveram grandes conquistas em termos salariais. No entanto, de um tempo para cá os salários voltaram a se deteriorar e, hoje, o piso salarial está aquém das necessidades para o desempenho da profissão com qualidade, além do que, muitos professores não conseguem ficar muito tempo na escola por ser um local sem a mínima segurança”, afirmou Waldemir. 

Outro ponto enfatizado por ele foi as frequentes reformas nas escolas em períodos letivos, o que resulta em grandes prejuízos os alunos, como é o caso da Escola Ana Mota Braga que, em 3 anos, ocorreram três reformas que além de prejudicar a população é um grave desperdícios de recursos públicos. “Os custos com essas reformas dariam para construir novas escolas, eliminando os problemas dos aluguéis”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Comunicação