quarta-feira, 18 de junho de 2014

José Ricardo defende embates políticos, mas critica ofensas pessoais à presidenta Dilma.


Em solidariedade à presidenta Dilma Rousseff, que foi vaiada e ofendida verbalmente durante a abertura da Copa do Mundo, o deputado José Ricardo Wendling (PT) comentou que não deve ser admitida ofensas pessoais, mas sim críticas, questionamentos e embates políticos. “Entendo que estamos num sistema democrático, num País onde tem mais de 30 partidos políticos, e que a crítica faz parte da política. Faço isso todos os dias, mas elas devem ser construtivas, e nunca com ofensas e palavras de baixo nível”.

Para o deputado, o Brasil tem dado exemplo de Copa do Mundo, mas não demonstrou isso quando parte dos torcedores, muito bem de vida, ofendeu publicamente a presidenta. “Ainda mais que as ofensas partiram de celebridades, de pessoas que não pagaram ingressos”, afirmou ele, completando que Dilma é a primeira mulher a governar o País e merece todo o respeito do povo brasileiro. “Assim como foi muito bem recebida a primeira-ministra da Alemanha, reeleita em seu país, e que esteve presente no jogo da Alemanha e de Portugal, na manhã de ontem”, comparou.

Ele ainda citou dois importantes comentários sobre o assunto, comungando da mesma ideia. Um do deputado federal Praciano, que disse: “sempre fui um democrata. Respeito as críticas e as manifestações justas. No entanto, não posso concordar com os xingamentos que a mulher Dilma Rousseff e presidenta do Brasil sofreu, promovida por uma elite sem educação e sem respeito. Assim, como sou contra os maus tratos e estupros que as mulheres da Índia sofrem”.

E do jornalista Humberto Amorim: “sou de uma geração que aprendeu que o respeito aos pais e às mulheres pode chegar à beira do radicalismo. Principalmente, em referência àquelas mulheres de uma certa idade. O que foi feito com a Presidenta Dilma é contra a minha natureza humana e todos os meus princípios. Ela, além de presidenta da Republica, eleita livremente pelo voto da maioria dos brasileiros e brasileiras, é uma senhora, mãe e avó. E por tal merecedora de todo meu respeito, independente de sua popularidade ou impopularidade política. Bilhões de pessoas pelo mundo viram a atitude e ouviram o impropério a ela dirigido, deplorável em qualquer cultura".

Fonte: Assessoria de Comunicação