segunda-feira, 23 de junho de 2014

Uma grande Copa com bons jogos e muitos gols - Por Arthur Antunes Coimbra.


Vai chegando ao fim a primeira fase da Copa do Mundo. Já temos eliminados, classificados e alguns destaques. Esta coluna fala um pouco sobre o que tem dado certo e também lembra que sempre há algo a melhorar, apesar do balanço ser positivo.

Estamos vendo até o momento uma grande Copa dentro dos gramados. Alguns fazem comparações, mas eu prefiro não ir por aí. Melhor é buscar aqui mesmo as razões para os bons jogos que estamos vendo e muitos bons.

Em primeiro lugar, eu acredito que a atmosfera do futebol no Brasil entusiasmou as seleções para esse Mundial. Temos um país que respira o esporte, apesar de todos os problemas fora das quatro linhas, e isso ajuda muito. As delegações se sentiram acolhidas pelo povo e esse clima naturalmente favorece o desempenho das equipes.

Há uma safra de grandes jogadores com perfil ofensivo em muitas seleções, inclusive algumas que são consideradas menos tradicionais. Aliando esse fato ao de que boa parte das equipes vem jogando com esquemas que privilegiam essa característica, claro que a possibilidade de saírem mais gols aumenta. E isso tem acontecido.

Por outro lado, a presença de jogadores do mundo todo em grandes centros do futebol permite que seleções coadjuvantes se sintam motivadas a tentar superar as mais tradicionais. Isso nem é novidade, mas o contexto está permitindo que ganhe ainda mais força no Brasil.

Somando os pontos anteriores, eu dizia antes mesmo da Copa das Confederações que achava que a Copa no Brasil seria muito favorável às seleções do continente. Isso também é histórico. Clima, temperatura, conhecer os campos, a familiaridade tende a facilitar as coisas. E aí estamos vendo, por exemplo, a Costa Rica e o Chile com desempenhos além do que era esperado por muita gente. Talvez o único país do continente com uma equipe fraca seja Honduras, na minha opinião a seleção mais modesta da Copa.

É nesse caldeirão que estamos vendo os grandes nomes do futebol mundial entrarem em campo e marcarem presença. Quase todas as estrelas estão sendo decisivas para as suas seleções, pelo menos as que vieram ao Brasil. 

E aí eu entro naquele que considero o maior ponto negativo da Copa, algo que acho que a Fifa precisa atuar de algum modo. Nunca tivemos tantos jogadores lesionados como nesse Mundial. É fato que o futebol, como esporte de contato, naturalmente provoca baixas às vésperas de grandes competições. Mas está demais. E isso deve ao calendário pesado em todo o mundo, com interrupção para a Copa muito perto da fase de preparação. Complica a recuperação e a consequência é essa. Espero que para as próximas edições se encontre um caminho para que as seleções tenham mais tempo e que os jogadores cheguem menos desgastados. 

É por aí. Sigo entusiasmado e torcendo para novos grande duelos. Já estive no Maracanã em três partidas e pude ver belas disputas. Que a Copa siga assim...

Fonte: http://ziconarede.com.br/portal/znr/newz.php?pa=2816&md