segunda-feira, 25 de novembro de 2013

WALDEMIR JOSÉ DEFENDE O ADENSAMENTO POPULACIONAL EM VAZIOS URBANOS


O debate acirrado que está ocorrendo na Câmara Municipal de Manaus (CMM) acerca da emenda que tratar sobre o aumento do número de gabarito dos prédios da cidade de Manaus, levou o vereador Waldemir José (PT) a declarar que existem assuntos de maior relevância para ser debatido pelos parlamentares do município e lembrou que a cidade sofre com problema de moradia popular, mobilidade urbana e infraestrutura. Ele defendeu ainda, o adensamento da cidade como forma para solucionar essas questões.

Por outro lado, o parlamentar não se esquivou do debate e disse que a proposta de construir prédios de 25 andares, apresentado pela Prefeitura, não traz nada de novo e não contribui para o adensamento da cidade. “A Câmara passa por um momento importante, que é a discussão do Plano Diretor da cidade e não podemos nos furtar desse debate. Esse modelo que o Executivo traz repete o passado e não tem a intenção de adensar que, a meu ver, contribuirá com a melhoria da mobilidade urbana. Efetivamente esse projeto tem a intenção de gerar lucros para determinados grupos empresariais”, disse o parlamentar, afirmando que o adensamento deve ser praticado onde existe maior concentração de pessoas.

De acordo com o petista, a emenda da Prefeitura propõe o “adensamento elitizado”, tendo em vista que na proposta do Executivo acontecerá na Ponta Negra, Avenida das Torres e Vieiralves, regiões de baixa densidade populacional.

“A cidade necessita de adensamento populacional, ou seja, onde existe o maior número de pessoas morando. Nós precisamos de prédios, não de 25 andares, mas, pelo menos, de 8 ou 10 andares nos eixos estruturantes da cidade. Precisamos de moradia popular onde já existem o mínimo de infraestrutura para população de baixa renda. O que o Poder Público geralmente faz em seus projetos habitacionais é jogar a população pobre para além da barreira da cidade”. Afirmou Waldemir.

Ele disse ainda, que essa prática de segregar a população carente é desumana, uma vez que essas famílias que são obrigadas a morar nas localidades longínquas da cidade não terão o mínimo para sobreviver - escolas, transportes, postos de saúde etc – e contribuirão com o problema da mobilidade urbana, enquanto que na cidade existem áreas com toda essa infraestrutura.

Por esse motivo, Waldemir José defende a verticalização da cidade, como forma de adensamento, nos locais que já possuem infraestrutura. “Temos que parar com essa prática injusta e desumana de jogar a população pobre para longe, sem nenhuma condição de sobrevivência”, concluiu.

Fonte: Assessoria de Comunicação