quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Pesquisas confirmam: Marina parou de crescer, Dilma volta a subir.


As pesquisas divulgadas nesse meio de semana, realizadas em todo o país pela Instituto MDA para a Confederação Nacional dos Transportes (CNT), e apenas no Rio e São Paulo pelo IBOPE, de maneira geral indicam o óbvio: a candidata do PSB, ex-senadora Marina Silva Marina parou de crescer nas intenções de voto do eleitorado e a presidenta Dilma Rousseff volta a subir gradualmente.

Marina parou de aumentar seus índices na pesquisa porque atingiu seu teto de voto e começa a cair consequência da exposição de seu programa de governo, dos recuos em torno dele, idas e vindas, de suas ideias, das ligações e apoios que fechou e continua recebendo, de suas posições, de sua imagem em tudo oposta à que criou e cultivou até agora, e dos fatos políticos. Fora a atuação dos adversários que passaram a mostrar na campanha no dia a dia e na propaganda eleitoral no rádio e TV a verdadeira Marina e tudo o que a envolve agora.

A presidenta Dilma Rousseff cresce pela exposição dos feitos do seu governo e por suas propostas. Ela se consolida na base eleitoral petista-lulista, o que viabiliza sua passagem para o 2º turno, tudo indica que em primeiro lugar. Seu crescimento em São Paulo e Rio e sua consolidação em Minas Gerais – apontada por outras pesquisas divulgadas no fim de semana – indicam que ela pode vencer no 2º turno, até porque sua candidatura registra crescimento expressivo e maior no Nordeste.

O novo quadro mostrado pelas pesquisas IBOPE nos dois Estados e CNT/MDA nacional deixa claro que entrada da Marina na disputa politizou a campanha. E, mais do que isso, o próprio programa de TV de todos os candidatos mobilizou a militância petista e aumentou a exposição da presidenta e do próprio ex-presidente Lula. É isso o que se tem a dizer aos petistas, aos aliados, à militância e principalmente aos condutores da campanha nessa fase da disputa e diante do demonstrado pelas pesquisas é: mais política e mais Dilma e Lula na corrida presidencial.

O restante vem em consequência – como já está vindo aliás. E vem reforçado pela melhora da avaliação do governo e da própria presidenta, fatores que também alavancaram a relativa estabilidade e subida da presidenta. O mais, o crescimento da campanha dos governadores, senadores e deputados estaduais e federais, e principalmente e entrada da militância na campanha petista são indicativos claros da vitória no dia 27 de outubro.