terça-feira, 23 de setembro de 2014

José Ricardo manifesta apoio a enfermeiros que cobram segurança em unidades de saúde e cobra do Estado melhorias na área.


O deputado José Ricardo Wendling (PT) manifestou apoio à luta de enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), que fizeram manifestação de advertência, na manhã de hoje, em frente à sede da Prefeitura de Manaus, com relação à falta de segurança no ambiente de trabalho, como Unidades Básicas de Saúde (UBS) e Unidades Básicas de Saúde da Família (UBSF), além de reivindicarem a aprovação do Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS). “A insegurança na cidade atinge até a área de saúde. A pauta é municipal, mas o serviço de segurança é de responsabilidade do Estado. Cadê o Ronda no Bairro? Tenho cobrado uma avaliação desse Programa, que, segundo a população, não está funcionando da forma como deveria, já que os policiais estão sumindo das ruas”.

Enquanto isso, de acordo com o deputado, continua a confusão na cúpula da Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP), com a nomeação dos comandantes. “Também devemos cobrar uma melhor estrutura de investigação para a Polícia Civil. Muitos crimes ainda ficam insolúveis, como afirmaram os peritos, quando estiveram aqui na Assembleia, lutando por autonomia e melhorias nas condições de trabalho. Agora, vemos reportagens denunciando os veículos do IML (Instituto Médico Legal), a maioria, sucateados, como boa parte das viaturas que estão hoje pelo interior do Estado”, relatou ele, enfatizando também a necessidade de se reavaliar o contrato de serviço de aluguel das viaturas do Ronda no Bairro, hoje firmado com a empresa Delta, alvo de várias denúncias de irregularidades, inclusive, pelo próprio José Ricardo, no Ministério Público do Estado (MPE).

Por toda essa situação de insegurança, José Ricardo afirmou ser pertinente a mobilização dos enfermeiros e que esse é o caminho mais adequado, principalmente, cobrando políticas públicas para a saúde. “O atendimento nos hospitais ainda é muito ruim, com longas esperas e dificuldades para a realização, principalmente, de exames mais sofisticados. “Pelo interior, por exemplo, vemos os mamógrafos encaixotados, sem utilização. No Careiro, inclusive, flagrei o mamógrafo jogado num canto da sala, sem qualquer cuidado. Um absurdo”, disse ele.

E ressaltou um dos motivos pelos quais nem a saúde e nem a educação básicas melhoram neste País: por causa da corrupção. Ele citou levantamento da Controladoria Geral da União (CGU) de 2013 que revela que 73% dos municípios amazonenses têm problemas com os recursos destinados a essas áreas, seja por desvio, por má gestão, por desperdício ou obras inacabadas. “Uma situação vergonhosa e um desafio. Por isso, também vemos o sofrimento nas escolas rurais do Estado (cerca de 67, principalmente, em áreas indígenas), com péssima estrutura e com altos índices de reprovação (40%) e de desistência (23%)”.