terça-feira, 6 de maio de 2014

Waldemir José condena a terceirização da educação do município.


Diante das medidas tomadas pela Prefeitura que terceirizam a educação da Rede Municipal, o vereador Waldemir José (PT) anunciou na manha desta terça-feira (6), durante a Sessão Plenária da Câmara Municipal de Manaus (CMM), que apresentará requerimento solicitando cópias dos contratos de todos os serviços contratados que estão levando à terceirização da Secretaria Municipal de Educação (Semed). 

De acordo com Waldemir José, para tentar melhorar os indicadores educacionais de Manaus, o prefeito implantou um processo duvidoso de terceirização na Semed. Contratou por R$7 milhões o instituto Áquila para fazer e ensinar a gestão escolar da Secretaria de Educação. Pagou, sem licitação, R$18 milhões à editora Positivo para produzir apostila para os alunos. Fez contrato de R$10 milhões com a editora Conesul Plus para compra das revistas em quadrinho da turma da Mônica. Além disso, o município firmou contrato com a empresa Ripasa para fornecimento de merenda escolar. 

“A atual Administração Municipal terceirizou, praticamente, toda a educação pública. A compra de material escolar e a contratação de empresas de fora da cidade de Manaus é uma demonstração de desprezo e desvalorização dos profissionais de educação do Estado e da própria Semed. Essa forma de gestão demonstra claramente o distanciamento da Prefeitura com a educação do município. Educação não rima com lucro. Não podemos aceitar esse tipo de prática onde a educação é transformada em mercadoria.”, pontuou Waldemir lembrando que a prefeitura ainda aluga prédios para funcionamento das escolas e contrata empresas de segurança.

Ele também advertiu que essa pauta eram reivindicações dos professores do município que se sentem desvalorizados por essa administração, uma vez que a Prefeitura, por grandes valores, contrata empresas para gestão da educação, mas os professores são mal remunerados; além disso, falta transparência das aplicações dos recursos para educação. “Contratar profissionais de fora é descartar a massa crítica produzida pelas universidades públicas e particulares da cidade”, concluiu o Waldemir.

Fonte: Assessoria de Comunicação