sexta-feira, 30 de maio de 2014

CPIs da Petrobras: cada vez mais evidente manobra eleitoreira da oposição.


Fica cada vez mais claro, à medida que vão se sucedendo os depoimentos na CPI da Petrobras exclusiva do Senado, o quanto são improcedentes e sem sustentação as acusações e denúncias levantadas pela oposição contra a estatal. Mais óbvio, também, o quanto era desnecessária esta CPI e que, ao mover céus e terra para convocá-la, a oposição criava apenas factóides eleitoreiros para cavar manchetes de jornais que ela espera explorar na campanha eleitoral que se aproxima.

Se uma - esta CPI exclusiva do Senado – já se mostra desnecessária, imaginem duas… A outra, a CPI Mista, com deputados e senadores, também instalada por requerimento da oposição, começa a funcionar na próxima semana. Tão desnecessárias, que a oposição continua a boicotar esta CPI exclusiva do Senado.

Como fez em mais uma sessão dela ontem (5ª feira). Nenhum parlamentar da oposição compareceu à esta sessão de ontem para ouvir o depoimento do ex-diretor da área internacional da Petrobras, Jorge Zelada, substituto de Nestor Cerveró no posto na estatal. Zelada substituiu Cerveró na chefia da área internacional da Petrobras, em 2008, e deixou o cargo em 2012, quando Graça Foster assumiu a presidência da empresa.

Cláusulas não constantes do relatório-resumo não eram essenciais

No depoimento de ontem, Zelada repetiu o que outros diretores da estatal já haviam afirmado ao colegiado: “não são centrais” os dois pontos polêmicos omitidos no relatório resumo em que os conselheiros da petroleira se fundamentaram para autorizar a compra da refinaria de Pasadena, no Estados Unidos, em 2006.

“Não são cláusulas centrais para a definição do negócio, nem são necessárias para você entendê-lo”, explicou Zelada aos senadores das bancadas do governo na CPI, já que os da oposição continuaram o boicote que sustentam desde o início dos trabalhos da Comissão. Cerveró, o autor do resumo executivo de duas páginas no qual o conselho de administração da Petrobras se baseou para aprovar a compra da refinaria norte-americana da empresa belga Astra Oil já havia dito o mesmo em seu depoimento.

As duas cláusulas não incluídas naquele relatório-resumo são a Put Option, que estabelece que em caso de desacordo entre os sócios, a outra parte adquiriria o restante das ações e a Marlin, que trata do lucro da empresa belga Astra Oil, sócia da Petrobras no negócio.