quarta-feira, 28 de maio de 2014

CPI da ALE aprova quebra de sigilo bancário da Prefeitura de Coari para investigar, Adail, Igson Monteiro e Balieiro.

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Através de requerimento de autoria do deputado Luiz Castro (PPS), a CPI instalada na Assembleia Legislativa do Estado (ALE) para apurar casos de abuso e exploração sexual de crianças e adolescentes no Amazonas, aprovou a quebra do sigilo bancário da Prefeitura de Coari para investigar as transações bancárias autorizadas pelo prefeito afastado Adail Pinheiro, que está preso há quase quatro meses no Quartel de Cavalaria, acusado de chefiar uma rede de exploração sexual de crianças e adolescentes em Coari, assim como de seu vice, e prefeito em exercício de Coari, Igson Monteiro, e ainda movimentações bancárias que envolvam o advogado de Adail Pinheiro, Francisco Balieiro.

O deputado Luiz Castro denunciou publicamente transferências de recursos públicos de uma das contas da Prefeitura de Coari para a conta bancária do advogado, em apenas um mês e quatro dias, no valor de R$ 325 mil, supostamente para defender Adail Pinheiro das acusações de corrupção, abuso sexual e exploração de menores de idade.

“Vamos rastrear o uso do dinheiro da Prefeitura, diante das suspeitas de que os recursos públicos estão irrigando a rede de pedofilia de Coari, que se estende a Manaus e outros municípios”, afirmou o deputado, acrescentando que o TCE deverá colaborar nessa investigação.

Em aparte, o deputado José Ricardo considerou um absurdo que o dinheiro da Prefeitura esteja sendo desviado para pagamento de advogados, que defendem Adail Pinheiro. A Justiça e o Ministério Público, segundo ele, precisam reagir com firmeza.

Por sua vez, o deputado Marcelo Ramos afirmou que o rastreamento do dinheiro é fundamental para esclarecer de onde vêm os recursos que aparecem na conta de Adail Pinheiro, para bancar festas com exploração de menores.

Ministério Público

Na avaliação do deputado Luiz Castro, o Ministério Público Estadual (MPE) arrefeceu na investigação das denúncias de pedofilia em Coari, ao afastar do caso o promotor do município José Felipe Fisher e designar o promotor de Tabatinga, Daniel Chaves de Menezes, para averiguar as denúncias.

“É muito estranho que o Ministério Público, que até agora não pediu intervenção em Coari, ainda afaste o promotor que vinha acompanhando os casos de estupro de menores e de exploração sexual”, constatou Castro.

O deputado solicitou ao MPE, na semana passada, o retorno a Manaus de cinco réus nos casos de pedofilia de Coari. Eles estavam presos na capital e foram transferidos para o município por determinação do procurador-geral, Francisco Cruz.

Luiz castro voltou a denunciar que a presença dos acusados em Coari, agravou o clima de violência na cidade, com ameaças de morte e intimidações a pessoas que se opõem ao esquema de pedofilia, assim como às vítimas e seus familiares.

“Faço um apelo ao Ministério Público, que deixa de responder a várias questões. É preciso que o órgão cumpra a sua parte na proteção dos direitos de crianças e adolescentes de Coari”, enfatizou.

Fonte: http://radaramazonico.com.br/cpi-da-ale-aprova-quebra-de-sigilo-bancario-da-prefeitura-de-coari-para-investigar-adail-igson-monteiro-e-balieiro/