sexta-feira, 9 de maio de 2014

Marina radicaliza e Aécio viaja.


A oposição definitivamente não tem senso de medida viajou de vez para um mundo de ficção e depois, seus candidatos é que acusam o governo de viver com um pé fora da realidade. Primeiro a candidata a vice-presidente da República, ex-senadora Marina Silva (Rede Sustentabilidade-PSB), que agora fala mais que o candidato a presidente, ex-governador Eduardo Campos (PSB-Rede sustentabilidade) , resolveu radicalizar.

Desesperada porque Campos trocava afagos até poucos dias atrás com o candidato tucano ao Planalto, senador Aécio Neves (PSDB-MG), o que levou este a dizer que não vê diferenças entre eles dois e que estarão juntos em projetos em 2015, Marina partiu para a ofensiva e no afã de mostrar distinção afirmou que o “PSDB tem cheiro da derrota no 2º turno”, numa eventual disputa do tucano contra a presidente Dilma Rousseff (PT).

Pior foi outra declaração de Marina, acusação mesmo, que a mídia deixou passar batida e Aécio, espertamente, também. Ela acusou o candidato tucano ao Planalto de estar tentando “faturar na lama da corrupção”, por conta de sua atuação na implantação da CPI da Petrobras. sobre esta parte, Aécio silenciou.



Não é fato que ele é o campeão de derrotas contra o PT

Sobre o cheiro de derrota, ele mais que depressa começou a viajar e na resposta assinalou que “ninguém tem hoje no Brasil o ‘know how’ de ter imposto tantas derrotas ao PT como eu tenho. Nesses 15 anos se eu me especializei em alguma coisa foi em derrotar o PT, sucessivamente”. Só não disse onde, porque em Minas é que não foi.

Nas três últimas eleições nacionais, ele cruzou os braços, não ajudou os candidatos de seu partido a presidente e em Estado ele elegeu-se mas, José Serra em 2002, Geraldo Alckmin em 2006 e Serra de novo em 2010 candidatos tucanos ao Planalto foram derrotados pelos presidentes Lula e Dilma Rousseff.

A declaração de Marina foi publicada 5ª feira numa entrevista no jornal “Folha de S.Paulo”, na qual ela procurou diferenciar o ideário do PSB e da Rede do projeto do PSDB, uma preocupação que ela mostra cada vez mais ostensiva desde que Aécio disse não haver diferenças entre ele e Eduardo Campos.

Humilde, mas acusou o golpe

Ontem o senador Aécio acusou o golpe, e ainda em resposta a Marina afirmou:. “Nós, da oposição, temos divergências mas não temos que ter receio de debater as nossas convergências [...] Acho que em relação a resultado eleitoral, quem ganha ou que perde, todos nós temos que ter humildade de deixar essa decisão para os eleitores”.

Ele também comentou sobre articulações para alianças com o PSB nas disputas estaduais, ante a resistência de Marina em apoiar nomes do PSDB em Minas Gerais, São Paulo e Paraná. “Não cabe a mim julgar as declarações de quem quer que seja. Cabe a mim fazer o que tenho feito, continuar conversando com todos os setores da sociedade para um projeto do país”, disse.