quinta-feira, 20 de março de 2014

Que a Assembleia Legislativa seja uma voz pela vida no combate ao tráfico de pessoas


O deputado José Ricardo ressaltou hoje (20), durante a audiência pública para debater o tema da Campanha da Fraternidade deste ano “Fraternidade e Tráfico Humano”, que é papel de todos denunciarem o crime de tráfico humano, e responsabilidade da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (ALE), como representante da população, ser uma “voz pela vida” no combate a este tráfico.

“A Assembleia tem de posicionar sobre esse crime, propondo políticas públicas que funcionem no combate ao tráfico de pessoas. A Campanha chama atenção para esse crime, que é organizado, silencioso e invisível, e por isso mesmo, precisamos de um enfrentamento igualmente organizado. Temos instituições públicas de combate a essa prática, mas há necessidade de ampliar as estruturas delas para que estejam capacitadas”, disse o parlamentar.

Ele observou ainda que, um exemplo bem próximo de tráfico de pessoas, são os casos de pedofilia e exploração sexual de crianças e adolescentes em Coari, que segundo denuncias, é encabeçada pelo prefeito deste município. “O pior da situação de Coari é que em meio a tantas denuncias de exploração das crianças, até o momento nada de definitivo foi feito”, expôs. A operação Estocolmo deflagrada pelaPolícia Civil em Manaus para prender pessoas envolvidas em uma rede de exploração sexual de menores de idade, também foi citada pelo deputado como uma modalidade do tráfico de pessoas.

Durante a reunião, o arcebispo de Manaus, Dom Sérgio Castriani salientou que a intenção da Igreja propondo esse tema para a Campanha da Fraternidade 2014 é colaborar com a conscientização do problema, de forma a incentivar a população a prevenir e denunciar esses atos. “O combate do tráfico começa por uma conversão. Não podemos ficar tranquilos enquanto nossos irmãos estão sendo traficados”, ponderou.

Uma das participantes da audiência, a irmã Santina, da Rede Um Grito pela Vida, alertou que é função de todos o combate a essa agressão a dignidade da pessoa humana. “Não é possível colocar as pessoas debaixo dos pés. Não podemos aceitar essas práticas como comuns, e ficarmos calados. Temos que nos importar como seres humanos que somos”, expôs.

Participaram da audiência pública a Conferência dos religiosos do Brasil (CRB Nacional), a Associação Comunitária de Apoio a Família, a Pastoral da Criança Estadual, entre outros. 

Fonte: Assessoria de Comunicação