terça-feira, 25 de março de 2014

Penas brandas nos casos Tinga e Arouca não ajudam debate contra o racismo


A Conmebol, responsável pelo futebol na América do Sul, e o Tribunal de Justiça Desportiva de São Paulo (TJD-SP) aplicaram as penas mais brandas de que dispõem em seus estatutos para punir O Real Garcilaso, do Peru, e o Mogi Mirim, em cujos jogos ocorreram agressões racistas a Tinga, do Cruzeiro de Minas e a Arouca, do Santos.

Os dois órgãos decidiram punir de maneira parecida os mais recentes casos de racismo registrados no futebol, ocorridos nos torneios mais importantes de que participam o Real Garcilaso e o Mogi Mirim: aplicaram penas pecuniárias aos dois clubes. Nenhum dos dois perdeu pontos ou foi excluídos de competições, sanções mais fortes que as duas entidades tem poder de aplicar.

Conforme a decisão da Conmebol, o Real Garcilaso, do Peru, vai pagar US$ 12 mil (R$ 28 mil) pelas imitações de macaco feitas por seus torcedores contra o brasileiro Tinga, na vitória por 2 a 1 sobre o Cruzeiro, no dia 12 de fevereiro, quando os times disputavam a final da Libertadores. O Mogi Mirim foi multado pelo TJD-SP em R$ 50 mil pelo comportamento de seus torcedores que chamaram Arouca de “macaco” durante e após a goleada por 5 a 2 do Santos sobre o Mogi.