segunda-feira, 24 de março de 2014

Marcha da Blasfêmia - por Júlio Lázaro Torma


As reedições da Marcha da Família com Deus e a Liberdade, que teve uma adesão de 739 psicopatas, lunáticos e saudosistas da ditadura militar.

A Marcha, como a sua homônima que aconteceu há 50 anos, no mês de março e que foi o estopim da derrubada do governo João Goulart (1961-1964) e a instalação da ditadura militar. Nada mais foi do que um ato blasfemo.

Se tais pessoas querem fazer marcha da família que então tirem o Santo Nome de Deus, ou que fiquem trancados dentro do quarto rezando ou orando.E ao mesmo tempo que não portem objetos de devoção religiosa como Cruzes, Rosários e quadros de Nossa Senhora de Fátima ou de Aparecida e a Bíblia. Isso nada mais é do que uma blasfêmia ou sacrilégio ao sagrado e os sentimentos religiosos das pessoas.

Mas que não usem o Nome de Deus em vão e nem para fazer a sua política suja (politicagem). Nunca gostei de ver o nome de Deus na boca suja de certos políticos e de pessoas de moral duvidosa ou de vida dupla.

Os que pedem intervenção militar já, são pessoas que não sabem conviver em uma democracia e nem na diversidade de pensamento e de pessoas. Falam em defesa da família e dos valores da família, mas tem uma vida dupla e vivem em relações promiscuas e adulteras, praticam a corrupção, a sonegação de impostos e a propina ao mesmo tempo em que não querem pagar o justo valor do salário de seus trabalhadores.

Defendem a família e a vida, mas não aceitam que todas as famílias tenham acesso a uma vida digna e que as crianças possam viver e se desenvolver em um lar sadio.

A Marcha é uma das maiores blasfêmias que clama os céus, o uso indevido do nome de Deus para pedir algo que destruiu famílias, matou inocentes, como o caso de fetos abortados nas salas de torturas dos porões da ditadura militar, que separou famílias, de filhos que nunca mais tiveram o contato com seus pais e de pais que nunca mais tiveram o contato e o olhar de seus filhos.

Um regime de força e atitudes golpistas devem ser repudiados por todos nós. Além do mais o uso indevido do nome de Deus para algo que viola e mutila o ser humano, que é a imagem e semelhança de Deus. Pois é blasfêmia todo o ato que vai usar Deus e o manipula para justificar um sistema que fabrica injustiças na defesa de interesses pessoais ou de grupos.

Quem usa o nome de Deus indevidamente para os seus interesses demostra que nunca foi de fato cristão e que nem teme a Deus. O Deus cristão é um Deus de misericórdia, de perdão, de paz. Um Pai que não pactua com algo nefasto que mata ou prejudica pessoas inocentes que são os seus filhos amados.

Se querem defender a família, defendem que todas tenham uma vida digna e integral desde a concepção até a morte natural.