terça-feira, 25 de março de 2014

Brasil ainda sente desigualdade de renda deixada pela ditadura


As pessoas que ainda têm a coragem de defender o legado da ditadura militar no Brasil frequentemente citam o “milagre econômico” para exaltar o período, referindo-se ao crescimento mais acelerado do PIB na época. Mas poucos se lembram dos efeitos negativos da política econômica do período, principalmente em relação à desigualdade de renda.

Demorou 50 anos para o Brasil se recuperar do estrago que a política de arrocho salarial da ditadura e a inflação fizeram na renda brasileira.


A desigualdade, medida pelo índice de Gini, só recentemente voltou ao mesmo nível de 1960, após subir nas décadas de 70, 80 e 90. A queda da desigualdade de forma sistemática só começou a ocorrer neste século.

Hoje, o valor do mínimo é de R$ 724, após sucessivos ganhos reais nos últimos anos. Mas no início do governo militar, em valores atualizados, ele passava de mil reais. Ou seja, ainda é preciso mais ganhos reais para voltar ao patamar pré-ditadura.