domingo, 14 de abril de 2013

ELEIÇÃO NA VENEZUELA: Oposição e chavismo medem forças com um pé no passado e outro no futuro

À sua maneira, tanto Nicolás Maduro, o candidato chavista, quanto o opositor Henrique Capriles Radonski fizeram campanha prometendo fazer justiça à obra de Chávez. A diferença é que, enquanto Maduro prometeu seguir à risca o chamado Plano Pátria, adotado por seu mentor, Capriles defendeu que há iniciativas positivas no governo anterior, mas que é preciso mudar.

Quase 19 milhões de venezuelanos estão registrados para votar. O voto não é obrigatório, mas as pesquisas de intenção mostram que o comparecimento deve ficar em torno de 80%, semelhante ao da eleição disputada em outubro entre Chávez e Capriles .O Conselho Nacional Eleitoral (CNE), órgão que coordena o processo, disse que espera iniciar a divulgação dos resultados dentro das três primeiras horas a partir do momento em que as portas das seções eleitorais se fecharem.
Ou seja, salvo se houver atraso, os primeiros resultados começariam a sair em torno das 22h30 deste domingo em Brasília e a proclamação do vencedor se daria ainda até o fim da noite. Qualquer que seja o resultado, será um indicativo da força do chavismo e da oposição, que agora competem sem a imensa e influente figura de Chávez, que venceu quase todas as eleições e referendos que postulou, dominando também os governos estaduais e o Legislativo do país. Entretanto, analistas creem que os desafios do país acabarão requerendo do próximo presidente que imprima a sua marca no cargo e enfrente os sérios problemas que afetam o país.