sábado, 13 de abril de 2013

Camelôs de Manaus vendem Viagra falso e homens dão vexame na cama


A venda de remédio para “tratamento” de disfunção erétil ocorre com a maior tranquilidade no comércio ambulante de Manaus. Embora não apareça entre os produtos colocados à exposição nas bancas basta perguntar ao primeiro ambulante se vende Viagra para saber onde encontrá-lo.

- O senhor vende “palmeirinha”? indagou o repórter, que não sabia que o nome do produto de cor verde era Pramil (Nitrato de Sedenafil), de venda só permitida nas farmácias mediante receita médica.

- Tenho, sim, respondeu o vendedor ambulante, que tirou do bolso uma cartela com o comprimido verde, apelidado de palmeirinha em referência a cor verde do time de futebol paulista, Palmeiras.

- E quanto custa o comprimido, prosseguiu o repórter.

- O palmeirinha custa R$ 5,00. Mas temos Viagra (Sildenafil), que custa R$10,00.

Ao ser indagado onde se poderia compra quantidade maior dos produtos, o ambulante não fez nenhum segredo a respeito do endereço e nome do fornecedor.


A poucos metros do ambulante, a reportagem parou numa banca bem arrumada de venda de celular, CDs e outros e perguntou:

- Você vende palmeirinha? Indaga.

- Vendo até rupinol, (nome bastante conhecido nas crônicas policiais), destacou o comerciante, em tom brincalhão. Depois prosseguiu: “tenho palmeirinha e Viagra. O palmeirinha Custa R$ 10,00 o comprimido e o Viagra R$ 15,00”.

- Eu preciso de dois , continua o repórter.

- Não é preciso. Basta um comprimido para você ficar bombado. Se você tomar dois pode até morrer, preveniu.

O trabalho de investigação jornalística sobre a venda de Viagra no comércio ambulante de Manaus foi estimulada por uma denúncia de um rapaz que não iremos citar o nome que por muito pouco não morreu.

“Bicho, a minha pressão subiu que nem balão a gás. Pensei que ia morrer”, confessa o rapaz que, conforme lembrou, já teria procurado o pronto-socorro três vezes depois de ter consumido Pramil vendido no centro da cidade.

Produto pode provocar morte súbita

Segundo o médico Nelson Barbosa, ex-diretor do Programa DST/Aids, o Pramil – o Nitrato de Sildenafil -, fabricado pela paraguaia Novophar, é proibido no Brasil e pode causar morte se ingerido por consumidores hipertensos ou portadores de doença do coração. Ele disse ainda que já existe registro de morte em Manaus por consumo do Pramil.