sexta-feira, 8 de agosto de 2014

José Ricardo denuncia situação de professores que perdem direitos e têm salários reduzidos.


O deputado José Ricardo Wendling (PT) denunciou nesta quinta-feira (7) a situação dos cerca de 11 mil professores e pedagogos da rede municipal de ensino, que estão sendo prejudicados com redução salarial pela nova Lei Municipal nº 1.879/2014, que retira direitos até então anexados ao contracheque, como a prática docente, em casos de licença ou aposentadoria.

“Essa lei do prefeito está prejudicando os educadores, que todos os dias são massacrados de várias formas. Agora, é redução salarial que chega até a R$ 300, quando deveriam ter o melhor salário do serviço público. Isso é não priorizar a educação”, declarou José Ricardo, informando que o Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Amazonas (Sinteam) e os movimentos de professores estão ameaçando paralisar as escolas municipais e até ingressar com Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) contra a Prefeitura de Manaus, assim como ele também estuda outro encaminhamento jurídico para o caso.

De acordo com o parlamentar, cerca de 3 mil professores da rede estadual de ensino também estão sendo desvalorizados com a paralisação das aulas de pós-graduação, desde julho deste ano e sem previsão de retorno, uma parceria entre a Secretaria de Estado da Educação (Seduc) e a Universidade do Estado do Amazonas (UEA). “Chegam a falar que é por falta de recursos para pagar os professores da universidade. Mas não falta dinheiro, falta gestão. É gestor que não tem planejamento e não prioriza a qualidade do ensino público”, considerou ele, lembrando que a não conclusão de cursos de especialização representa não ter aumento de até 12% no seu salário, por meio da progressão vertical.

E ainda saiu na defesa de professores do Município de Rio Preto da Eva, que estiveram hoje na Assembleia Legislativa falando sobre atraso de salários. “A situação dessa cidade, com certeza, se repete em outras pelo interior do Amazonas. Problemas com as finanças municipais que são herdadas de uma gestão para outra. Nossa solidariedade a todos os funcionários públicos, incluindo os professores. Mais uma vez a educação fica em segundo plano na prioridade dos gestores públicos”.

Fonte: Assessoria de Comunicação