domingo, 3 de agosto de 2014

Dilma lembra aos tucanos que eles quase quebraram país e recorreram ao FMI.


No foro apropriado, a 14ª Plenária Nacional da CUT, que se realizou em Guarulhos (SP), a presidenta Dilma Rousseff anunciou que sua prioridade e o principal compromisso de seu novo governo, uma vez reeleita em outubro, é com o emprego.

Aos trabalhadores reunidos na plenária, a presidenta lembrou que, desde 2009, o mundo enfrenta “uma forte crise” econômica que, nos outros países, provocou desemprego de 60 milhões de pessoas desde setembro (mês em que ela eclodiu) de 2008. “Já nós empregamos nesse período 11,5 milhões nos governos Lula e, no meu governo, mais 5 milhões”, destacou a chefe do Estado brasileiro.

Como se vê, nada no horizonte da presidenta Dilma para seu novo governo lembra medidas econômicas que possam trazer recessão ao país. Pelo contrário, neste seu discurso de ontem ela lembra – e reafirma – a prioridade do seu 1º governo (2011-2014) e dos dois do presidente Lula (2003-2010) ao emprego, à manutenção do salário (inclusive à recuperação do salário mínimo) e à geração de renda.

“Ficaram de joelhos frente ao FMI”

Já a oposição e seus candidatos ao Planalto, como vocês acompanham aqui diariamente, prega a redução no emprego, nos salários e na renda como forma de diminuir o chamado Custo Brasil via corte nos créditos e gastos, para reduzir a demanda e assim derrubar a inflação. A presidenta não disse, nós aqui no blog lembramos: na era tucana o desemprego era o dobro e a inflação também.

Sem esquecer, evidentemente, como fez com ironia a presidenta, que nos governos do PSDB eles precisaram se socorrer de empréstimos internacionais. “Ficaram de joelhos frente ao FMI. Deviam US$ 37 bi. Hoje nós temos 10 vezes mais do que isso (em reservas internacionais). Antes diziam que, se tossiam lá fora, nós pegávamos pneumonia. Hoje temos remédios contra essas tosses. E esse remédio não passa pelo desemprego.”

É preciso lembrar, ainda, aos brasileiros, mas principalmente à oposição que faz questão de parecer esquecida, que o país sob o comando dos governos do PT cresceu o dobro entre 2003 e 2013, comparado com o decênio anterior quando Fernando Henrique Cardoso foi presidente da República e, antes, ministro da Fazenda do governo do presidente Itamar Franco.

Já nos governos Lula e Dilma cresceram renda, emprego e salários

Lembrar que nos governo Lula e Dilma cresceram a renda, o emprego e o valor médio real dos salários. É por isso que o Brasil não aceitará nenhuma política econômica que leve ao passado quando o emprego e a renda dos trabalhadores e seu salário não eram a prioridade. Se bem que, para muitos, nem se precisa lembrar, sabem que o social nunca foi prioridade em governos tucanos.

Lembrar que o país não aceitará ser uma nova Europa onde o desemprego e o corte nos salários foi a saída para a crise e nem assim a resolveu, vimos quantas nações quebraram – a Grécia é um dos exemplos – num verdadeiro efeito dominó. Faliram enquanto nossos governos no Brasil criávamos 11,5 milhões de empregos nos governos Lula, mais 5 milhões na gestão Dilma e, melhor, mantendo a renda
média acima da inflação.

Nosso aplauso, portanto, a presidenta Dilma quando ela afirma, como fez nesta plenária da CUT, numa adaptação do slogan “a esperança vai vencer o medo” usado pelo candidato Lula em 2002 que desta vez, na eleição nacional de outubro daqui a dois meses, “a verdade vai vencer o pessimismo”.

Combate sem tréguas ao pessimismo

Desde o ano passado ela tem sido obrigada a rebater as críticas ao seu governo e a contestar esse “pessimismo” da oposição, do mercado financeiro e da imprensa. E desde o início de junho pp. ela tem batido mais nesse discurso, usando como exemplo a realização da Copa do Mundo no Brasil, criticada antes e que acabou elogiada.

Neste discurso em que anunciou o emprego como prioridade de seu futuro novo governo ela lembrou que quanto a Copa “diziam que ia ser um fracasso”. E completou: “Pois muito bem, o que vimos foi justamente o contrário. A Copa deu certo, foi aquele sucesso e o Brasil mostrou que tem um povo hospitaleiro”, disse a presidente.

“Demos uma goleada nos pessimistas. Nessa eleição temos que fazer a mesma coisa: vamos ter que dar uma goleada neles.” Ela tb mencionou a crise no abastecimento de água no governo tucano em São Paulo. “A verdade vence a falsidade e o pessimismo quando a gente lembra do que aconteceu na Copa”, disse lembrando os serviços e obras como aeroportos e estádios para o Mundial. Em contraposição, comparou “agora, aqui em São Paulo, falta água. Já nos tomamos todas as providências para que no Brasil não faltasse energia elétrica”, comparou a presidente.

“Eu não traio os meus princípios, os meus compromissos, e eu não traio os meus parceiros”, destacou, depois de elogiar o papel da CUT na “trajetória de lutas do povo brasileiro, na construção de uma democracia e de um país muito mais justo e muito mais próspero”. Em outro trecho de seu pronunciamento, disse, também: “Meu compromisso com a questão da valorização do salário-mínimo se deve porque fomos o país que tinha a pior distribuição de renda e partiu para reduzir a miséria e o desemprego.”