terça-feira, 5 de agosto de 2014

Amazonas é o quinto Estado em geração diária de lixo urbano por habitante.


O Estado fica atrás do Distrito Federal (1,551 tonelada), São Paulo (1.346 tonelada); Rio de Janeiro (1.268 tonelada) e Goiás (0,955 quilo).

O Relatório anual da Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Pública e Resíduos Especiais (Abrelpe), divulgado, nesta segunda-feira (4), aponta que o Amazonas é o quinto Estado brasileiro em geração diária de lixo urbano por habitante (0,929 quilos) e o primeiro da Região Norte. O Estado fica atrás, apenas, do Distrito Federal (1.551 quilo), São Paulo (1.346 quilo), Rio de Janeiro (1.268 quilo) e Goiás (0,955 quilo). A média nacional diária é de 0,941 quilos por habitante.

Pela Lei Federal 12.305/2010, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a partir de 2 de agosto de 2014, o lixo urbano teria de ter destinação final adequada e os lixões a céu aberto deixarem de existir no País. 

De acordo com o ‘Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2013’, 665 mil quilos das 4.103 toneladas de lixo urbano produzidas por dia no Estado, sequer são coletados, outras 1.592 tonelada por dia vão parar nos lixões e aterros controlados, que em pouco se diferenciam dos lixões em termos de impacto ambiental, segundo a Abrelpe; 1.946 tonelada por dia, em Manaus, vão para o aterro sanitário.

O relatório apontou, ainda, que no período de um ano a geração de lixo, no Estado, cresceu 7,66%, saltando de 3.811 toneladas por dia em 2012, para 4.103 toneladas em 2013, das quais 3.538 toneladas são coletadas. 

Segundo a Abrelpe, os municípios do Amazonas aplicaram em 2013, em média, R$ 3,11 por habitante/mês nos serviços de coleta e R$ 4,95 por habitante/mês na prestação dos demais serviços de limpeza urbana. 

“Estes valores somados resultam em uma média mensal de R$ 8,06 por habitante para a realização de todos os serviços relacionados com a limpeza urbana das cidades”, informa o relatório.

Semana passada, o presidente da Associação Amazonense de Municípios (AAM), Iran Lima, disse que o Estado não cumprirá a meta de desativar os lixões a céu aberto até o final deste ano, conforme estabelece a PNRS. 

Segundo ele, as prefeituras elaboraram o Plano Municipal de Gestão Integrada de Resíduos Sólidos (PGRS), mas faltaram recursos federais para implementá-lo. 

“A construção desses aterros, em municípios pequenos, tem custos que variam entre R$ 1,5 milhão a R$ 4 milhões. Essas cidades não têm esse dinheiro”, informou.

A Confederação Nacional dos Municípios (CMN) está reivindicando, em Brasília, mais prazo para que os municípios acabem com os lixões e passem a armazenar os resíduos sólidos em aterros sanitários. Até agora, o governo federal descarta acatar a reivindicação.

Brasil

Conforme o relatório da Abrelpe, que abrangeu 404 municípios, representando mais de 45% da população brasileira, foram geradas mais de 76 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos no ano passado, o que representa um aumento de 4,1% em relação a 2012, índice bastante superior àquele verificado em anos anteriores.

No País, apenas 58,3% dos resíduos sólidos urbanos coletados têm destinação final adequada. Esta situação se mantém praticamente inalterada em relação ao cenário de 2012. 

A outra parcela, que corresponde a 41,7% do que é coletado e totaliza 28,8 milhões de toneladas por ano, é depositada em lixões e aterros controlados. 

Os dados do Panorama 2013 revelam que 3.344 municípios ainda fazem uso de locais impróprios para destinação final de resíduos. Desse total, 1.569 municípios utilizam lixões. 

O estudo da Abrelpe mostra, ainda, ‘que embora seja expressiva a quantidade de municípios com iniciativas de coleta seletiva, muitas atividades são restritas à disponibilização de pontos de entrega voluntária ou convênios com cooperativas de catadores’.

Fonte: http://new.d24am.com/amazonia/meio-ambiente/amazonas-quinto-estado-geracao-diaria-lixo-urbano-habitante/117237