quinta-feira, 12 de junho de 2014

Dilma: “Eu não fui eleita para desempregar, nem para arrochar salário”.


Sob a animada cantoria de militantes do PMDB, “E vai ter Copa / e vai ter tudo / só não vai ter / segundo turno”, no coro formado à chegada da presidenta Dilma Rousseff à convenção nacional do partido, a legenda selou ontem, em Brasília, o apoio à candidatura à reeleição da chefe do governo. Ao lado do vice-presidente da República, Michel Temer, de novo seu companheiro de chapa na disputa, a presidenta deu belas estocadas em resposta aos discursos e críticas insípidas da oposição, no que se constituiu numa análise do comportamento dos adversários.

Foi um dia de convenções para a presidenta Dilma e de reforço, apoio de partidos à sua candidatura. Com uma rosa vermelha nas mãos, (símbolo de partidos da esquerda em todo o mundo, e do PDT, a presidenta participou ontem, também, da convenção nacional da sigla que fechou aliança com sua candidatura. Tinha a seu o presidente nacional da legenda e ex-ministro do Trabalho, Carlos Lupi. Ao discursar nas convenções ela acentuou: “Eu não fui eleita para desempregar, para arrochar salário.”

“O PDT é fundamental para a minha aliança. Participa do núcleo de minhas alianças e, separados somos fracos, mas juntos somos invencíveis”, assinalou a presidenta sobre o apoio da legenda que teve entre seus quadros históricos, como ela lembrou, Leonel Brizola, o único político brasileiro que se elegeu governador de dois Estados, o Rio de janeiro e o Rio Grande do Sul.

“Eu não fui eleita para desempregar, para arrochar salário”

Na convenção do PMDB a presidenta foi quase direta. “É como se o Brasil não se lembrasse do que importa. (…) Dizem agora candidamente, angelicamente que ninguém tem o monopólio daquilo que fizemos, apesar de termos feito sem ele (monopólio). (…) Querem surrupiar os nossos programas”, afirmou a presidenta na convenção nacional do PMDB.

“Como podem eles fazer aquilo que sempre combateram e tentaram inviabilizar, o ProUni, o ENEM, as escolas técnicas, que eles proibiram e que hoje sustentam o PRONATEC, além das cotas, o Mais Médicos, o Bolsa Família”?. Assim, ela não citou nomes. Mas vocês que nos acompanham aqui, acompanham o trabalho dela e de seu governo, e todo o noticiário da mídia, sabem a quem ela respondia.

Aos dois candidatos da oposição, que em maior ou menor grau, prometem fazer, ou melhor, manter tudo isto que ela citou. E que eles não fizeram como governadores em seus Estados de Minas Gerais e Pernambuco. O tucano Aécio Neves, então, já apresenta até projetos a respeito desses programas. Agora, a presidenta não se surpreende, não é? Eles não têm programa próprio mesmo e nunca souberam governar com e para o povo…

O PDT, também, fecha aliança

Na convenção nacional do PDT, a chefe do Estado brasileiro, reforçou as conquistas dos trabalhadores no seu governo, reconhecendo a importância da legenda para a criação de quase 5 milhões de empregos formais em sua gestão (2011-2014) e a elevação de 70% do valor do salário mínimo. Ao discursar nas convenções ela acentuou: “Eu não fui eleita para desempregar, para arrochar salário.”

Ela enfatizou, ainda, os compromissos históricos entre PT e PDT: “Temos as mesmas ambições políticas do povo brasileiro. Queremos um país escolarizado que tenha na Educação (a alternativa para percorrer) dois caminhos: a Educação para nós significa manter os ganhos de distribuição de renda e fazê-los avançar”.

A presidenta Dilma ressaltou nesta 3ª feira que a inflação se mantém, sim, sob controle, ao contrário do governo tucano de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), quando a taxa inflacionária chegou a 12,42% ao ano. A chefe do governo lembrou que desde a gestão Lula, a inflação chegou ao patamar máximo de 7,2% a 7,08 em seus três primeiros anos a 7,08% e a partir dai tem ficado dentro da meta. “Todos sabem que a inflação tem ciclos.Tem 15 anos que funciona assim”, pontuou.

Inflação sob controle, ao contrário da era FHC

Ela também defendeu o Bolsa Família e acusou o “oportunismo do mais deslavado nível” da oposição frente ao programa. Como vocês sabem, o senador Aécio Neves é autor de um projeto que desconfigura o programa, obrigando seus beneficiários a cursarem o PRONATEC.

“O Bolsa Família está seguro nas nossas mãos porque construímos programa, mudamos sempre que necessário e o transformamos em um caminho de ascensão social. Um programa é feito por quem tem vontade politica de fazer e se arrisca contra tudo e todos”, assinalou.