Poupança de junho tem 2º melhor resultado da série

Os números divulgados pelo Banco Central (BC) agora sobre a poupança confirmam aquilo que venho defendendo em relação a ela: as mudanças promovidas pelo governo Dilma Rousseff foram bem recebidas e a confiança do poupador aumentou. Tanto assim que em junho os depósitos superaram os saques em R$ 5,115 bi. Segundo o BC, foi o 2º melhor resultado para os meses de junho dede 1995, quando o Banco começou a publicar a série histórica.

A captação líquida (quando há mais depósitos que retiradas) só é inferior à de junho de 2002, quando ficou em R$ 5,293 bi. Trata-se de uma derrota – mais uma – para a oposição que, de forma populista e demagógica, sempre se opôs às mudanças e pensava explorar política e eleitoralmente a decisão do governo.

O crescimento dos depósitos na poupança ocorreu mesmo depois das mudanças nas regras de remuneração do investimento, por meio de medida provisória (a MP 567, de 4 de maio deste ano). Segundo a nova regra, sempre que a Selic (taxa básica de juros da economia, fixada pelo Banco Central a cada 45 dias) for igual ou menor que 8,5% ao ano, a remuneração dos depósitos passa a ser de 70% da taxa mais a Taxa Referencial (TR), calculada todos os dias pelo BC.

Em 30 de maio o COPOM reduziu a Selic em 0,5 ponto percentual, para 8,5% ao ano. Assim, a regra de remuneração, que era TR mais 0,5% ao mês, mudou. A mudança deve permanecer pelo menos ao longo de 2012 pois as previsões são de a Selic cair ainda mais e encerrar 2012 em 7,5% ao ano (por mim seria ainda menor).

Apesar dessa expectativa, os depósitos de junho somaram R$ 98,845 bi. As retiradas foram de R$ 93,729 bi. Os rendimentos creditados somaram R$ 2,203 bi e o saldo total da poupança ficou em R$ 449,040 bi. Em maio a população e os investidores já haviam demonstrado sua confiança brindando a poupança com a maior captação líquida (depósitos menos retiradas) da história ao se comparar o valor com os demais meses de maio, no montante de R$ 6,262 bi.

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