Greve nas universidades federais: governo faz nova proposta

O governo apresentou nova proposta aos mestres, pela qual o reajuste salarial começa a vigorar a partir de março do próximo ano. Estão previstos reajustes variando entre o mínimo de 25% e o máximo de 40% (aos docentes de maior titulação e com dedicação exclusiva), além dos 4% já garantidos por uma medida provisória (MP). Em suma, o melhor disso tudo: além de elevar o piso salarial em 25%, os pagamentos serão antecipados para março.

Outra mudança com foco na progressão dentro da profissão é a diminuição de níveis da carreira de professor universitário que passarão de 17 para 13. Com esses reajustes, um professor iniciante com doutorado e dedicação exclusiva, nos próximos três anos, passará dos atuais R$ 7.627,02 para R$ 8.639,50.

Plano de carreira para professores das federais precisa ser implantado
Já os docentes com mestrado e dedicação de 40 horas receberão R$ 3.799,70 (hoje eles ganham R$ 3.137,18). E os professores titulares com dedicação exclusiva receberão R$ 17,1 mil ante os atuais R$ 11,8 mil. A proposta do governo significa um investimento de R$ 4,2 bi.

Nossa expectativa é de que com boa vontade e disposição para o entendimento se chegue a bom termo e se encerre o movimento que paralisa há mais de dois meses 57 das 59 universidades federais, mais dezenas de escolas federais pelo país e deixa sem aula mais de 1 milhão de alunos.

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