terça-feira, 2 de dezembro de 2014

José Ricardo preocupado com aumento de casos de Aids e de mortalidade infantil

Parlamentar lembrou ainda que em 1986 já havia cerca de 11 mil registros de Aids no Estado
Ainda lembrando o Dia Mundial de Luta contra a Aids, celebrado na segunda-feira (1), o deputado José Ricardo Wendling (PT) comentou com preocupação o aumento dos casos notificados de Aids no Amazonas, saindo de 1.050 em 2012 e para 597 em 2013, mas subindo para 1.176 novas pessoas diagnosticadas com o vírus somente de janeiro a outubro de 2014. “Uma média de três casos por dia e a grande maioria em Manaus (1.072)”, informou.
Ele lembrou ainda que em 1986, quando iniciaram as campanhas públicas preventivas, já havia cerca de 11 mil registros de Aids no Estado e atualmente cerca de nove mil ainda fazem tratamento. “Porque é um trabalho de prevenção e de tratamento. Uma doença que não tem cura e que traz muitos traumas às pessoas acometidas pelo vírus”, esclareceu ele, reconhecendo o avanço da tecnologia para o rápido diagnóstico da Aids e que  também reflete no aumento de casos diagnosticados.
Mas José Ricardo cobra do Estado que invista mais em campanhas de esclarecimento e de prevenção, por meio dos “recursos fabulosos” hoje gastos em publicidade governamental. “Não adianta somente distribuir preservativos. É preciso prevenção o ano inteiro, principalmente entre os jovens, onde ainda é grande essa contaminação, utilizando parte do dinheiro da publicidade para salvar vidas”, completou o deputado.
Mortalidade infantil também crescente
Conforme os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), piorou no Amazonas a mortalidade infantil entre crianças prematuras e até o primeiro ano de vida. Em 1980, havia 58 mortes para cada mil crianças nascidas vidas. E hoje, 34 anos depois, o Amazonas ainda carrega o triste dado de 20 mortes/mil nascidas vivas. “O trabalho desenvolvido pela Pastoral da Criança ajudou a reduzir esses indicadores. Mas ainda estamos em sexto lugar dentre os estados brasileiros”, considerou.
Para ele, os dados são preocupantes, porém, muitas mortes podem ser evitadas, principalmente, com ações na saúde básica, de responsabilidade dos municípios, que recebem recursos estaduais e federais para esses investimentos. “Para 2015, a previsão é que recebem R$ 70 milhões de recursos adicionais do Fundo de Participação dos Municípios. Apesar dos prefeitos ainda afirmarem que o dinheiro é pouco, dizem que irão investir na saúde e na educação. E que façam isso mesmo, com ações de prevenção e de acompanhamento das crianças e suas famílias. Porque a prioridade dos governantes é salvar vidas e tudo depende da boa gestão do dinheiro público”.
Texto: Assessoria do Deputado