quarta-feira, 26 de novembro de 2014

CNBB defende reforma política e repudia disseminação do ódio


Em nota, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil defendeu a reforma política, classificando-a como uma urgência inadiável para o país. Divulgada nesta 32ª feira, o texto foi aprovado pelo Conselho Episcopal Pastoral (CONSEP) da maior entidade representativa da Igreja Católica no Brasil , reunido em Brasília, nos dias 18 e 19 de novembro.

Sobre a campanha eleitoral recente, a CNBB afirmou que as graves fragilidades de nosso sistema político se tornaram mais visíveis. A respeito dessa campanha e do nosso sistema político, frisou por exemplo, “sua submissão ao poder econômico financiador das campanhas; e o descompromisso de partidos e candidatos com programas, favorecendo debates com ataques pessoais”.

A entidade também destaca como ônus “a prevalência da imagem dos candidatos produzida pelos marqueteiros; e o desrespeito, em alguns casos, às leis que combatem a corrupção eleitoral”. E complementa: “passadas as eleições, urge ao País recompor sua unidade no respeito às diferenças e à pluralidade, próprias da democracia”.

Combate ao ódio

A CNBB, ainda falando sobre o nosso sistema político, mas também em relação à campanha, pronunciou-se em relação à disseminação do ódio durante e após o período eleitoral. “Nada justifica a disseminação de uma divisão ou de ódio que depõe contra a busca do bem comum, finalidade principal da Política. O bem de todos coloca a pessoa humana e sua dignidade acima de ideologias e partidos”, diz o texto.

Para a entidade, juntamente com a reforma tributária e agrária, “a reforma política é outra urgência inadiável”. A entidade que defende além do financiamento democrático de campanhas, o fortalecimento dos mecanismos de democracia direta e a paridade de gêneros nas chapas de candidatos, comprometeu-se a se empenhar ainda mais na coleta de assinaturas para o Projeto de Lei de Iniciativa Popular para a reforma política proposto pela Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas.